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Violência
Xenofobia deixa 14 mortos na África do Sul no fim de semana
  • AGÊNCIA LUSA
  • Segunda-feira, 19/05/2008 - 10:54

    Johannesburgo - Pelo menos 14 pessoas foram assassinadas no último fim de semana em incidentes de violência xenófoba em Johannesburgo e região, disse nesta segunda-feira o porta-voz da polícia sul-africana, Govindsamy Mariemuthoo.

    Os ataques articulados contra imigrantes de várias origens, que começaram há uma semana no bairro de Alexandra, se espalharam por várias partes a norte, leste e oeste de Johannesburgo, bem como pelo centro da cidade.

    De acordo com o porta-voz, a maioria das vítimas mortais foi registrada em bairros do leste, em uma vasta zona conhecida como East Rand. Várias pessoas também foram feridas e forçadas a abandonar suas casas em Kya Sands (norte de Johannesburgo) e Zandspruit (oeste).

    Na última madrugada, 26 barracos foram incendiados e seus residentes atacados em Tembisa, bairro informal a norte de Johannesburgo, tendo sido registrados novos ataques em Alexandra, onde mais uma pessoa foi morta, disse o superintendente Mariemuthoo.

    Em Hillbrow, Jeppe e Cleveland, grupos de pessoas armadas com paus, pedras, facas e armas de fogo foram vistos atacando homens e mulheres identificados como estrangeiros, noticiou a rádio 702.

    Muitas lojas foram saqueadas em várias partes da cidade, com maior incidência em Cleveland, disseram as autoridades.

    "Temos nas ruas todos os nossos recursos humanos e usaremos reforços se a situação exigir", afirmou o porta-voz da polícia, acrescentando terem sido detidos, nos últimos três dias, 200 suspeitos de agressões, raptos, violações, assassinatos e tentativas de homicídio.

    Zimbabuanos, moçambicanos, etíopes, chineses e paquistaneses são alguns dos estrangeiros que foram atacados durante a última semana.

    No centro de Johannesburgo, o padre Paul Verrin, responsável pela Igreja Metodista, que há anos abriga imigrantes refugiados na África do Sul, apelou às autoridades para que protejam sua instituição com mais recursos, afirmando que muitos dos acolhidos pela igreja têm sido atacados com extrema violência.

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