Caracas e Washington - O governo da Venezuela denunciou nesta segunda-feira que um avião de guerra dos Estados Unidos violou seu espaço aéreo, em uma ação que Caracas considerou parte de uma campanha de "provocações". Fontes do Pentágono confirmaram a operação, mas atribuíram o fato a uma "falha técnica".
Segundo o ministro da Defesa da Venezuela, Gustavo Rangel, o avião teria sobrevoado as ilhas de Orchila e de Aves, ao norte do país, sem autorização das Forças Armadas venezuelanas.
Para Rangel, essa incursão representa "mais um degrau na escala de provocações", as quais o governo venezuelano atribui aos Estados Unidos e ao principal aliado destes na região, a Colômbia.
O chanceler venezuelano Nicolas Maduro informou que o embaixador norte-americano em Caracas, Patrick Duddy, foi convocado para dar explicações a respeito do caso e também sobre as "últimas declarações" de funcionários norte-americanos contra o governo do presidente Hugo Chávez.
O governo venezuelano sustenta que os Estados Unidos estariam interessados em gerar uma guerra na região através da Colômbia, que na sexta-feira passada entrou sem permissão na Venezuela com 60 militares comandados pelo subtenente Jhonny Ocampo Jurado.
Por sua vez, o Pentágono relatou que o avião S-3 Viking, com base em Curaçao, sobrevoou o território venezuelano no sábado à noite, na zona do arquipélago de Los Roques, devido a "problemas no sistema de navegação" da aeronave, que realizava um "exercício de treinamento" de um programa de luta contra o narcotráfico, continuaram as fontes.
A tripulação se comunicou com os controladores de vôo de Maiquetía, aeroporto próximo a Caracas, soube sobre a violação aérea e corrigiu a rota, acrescentou a versão do Pentágono.