Harare - O governo do Zimbábue não convidará mais fiscais internacionais além dos já previstos para o segundo turno da eleição presidencial, rejeitando assim os apelos da oposição e da comunidade internacional, cita neste sábado a imprensa estatal.
"Os convites que fizemos no início continuam a ser válidos, mas não convidaremos mais nenhum" fiscal para a votação prevista para 27 de junho, declarou o ministro das Relações Exteriores, Simbarashe Mumbengegwi, citado pelo jornal The Herald, que dá voz ao regime.
O líder da oposição Morgan Tsvangirai, que venceu o primeiro turno do pleito, apontou a presença de fiscais internacionais como condição para participar da seqüência da eleição.
Nenhum fiscal ocidental foi autorizado a assistir ao primeiro turno, em 29 de março.
O governo do Zimbábue já anunciara que proibiria a presença de fiscais dos países ocidentais e das Nações Unidas no segundo turno da presidencial, a menos que as sanções de que é objeto sejam canceladas.
O segundo turno das eleições presidenciais do Zimbábue realiza-se em 27 de junho, opondo o líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, oposição), Morgan Tsvangirai, ao presidente cessante Robert Mugabe, 84 anos, 28 dos quais no poder, três meses após as eleições gerais de 29 de março, que deram uma vitória histórica à oposição.
Com 47,9% dos votos, contra 43,2% para Mugabe (segundo os resultados oficiais), Morgan Tsvangirai, 56 anos, não conseguiu os 50% necessários para evitar um segundo turno.