Salvador - Para impedir que o crescimento das populações de macrófitas (plantas) aquáticas ofereçam riscos às águas dos reservatórios do estado, a Superintendência de Recursos Hídricos (SRH) iniciou, esta semana, os estudos de campo que objetivam coletar dados sobre a composição das espécies existentes e avaliar as colonizações nas lâminas d'água.
Para executar o trabalho, a superintendência contratou o engenheiro agrônomo e pesquisador, Robinson Pitelli, a maior autoridade do país no assunto e que já prestou serviços similares para grandes companhias brasileiras e internacionais, a exemplo da Companhia Elétrica de São Paulo (Cesp), Light, Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig), UHE – Aymoré, Furnas Centrais Hidrelétricas e Duke Energy, dos EUA.
Além de atrapalhar e até inviabilizar a navegação, a principal ameaça das macrófitas aquáticas aos rios baianos é a aceleração no processo de evaporação da água, por meio da evapotranspiração. Os trabalhos, que resultarão na criação de um plano de manejo, serão realizados nos reservatórios de Ponto Novo, no município de mesmo nome, e Pedras Altas, localizado em Capim Grosso. Em uma outra etapa, outros reservatórios, como Pedra do Cavalo, serão diagnosticados.
A atividade humana é a principal causa do fenômeno. A proliferação das macrófitas aquáticas é resultado do excesso de nutrientes lançados nos rios, por meio de atividades agrícolas e industriais, de despejo de esgotos, entre outras agressões. Os reservatórios são muito mais sensíveis à ação, por serem áreas mais propensas à concentração de nutrientes.