Projeto da Ufba vai mapear artesãos do Território do Sisal
Sábado, 10/05/2008 - 16:30
Salvador - O Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social (Ciags), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), elaborou projeto Mapeamento dos mestres artesãos e seus saberes populares no Território do Sisal, com objetivo de conhecer, valorizar e difundir as artes, ofícios e saberes populares dos artesãos de vários municípios da região - Serrinha, Valente, Conceição do Coité, Cansanção, Retirolândia e Queimadas, entre outros. A região sisaleira da Bahia reúne 40 municípios, com cerca de 400 mil habitantes.
“Dentre outras questões, queremos saber quem são, o que fazem, porque fazem, com fazem e com quem trabalham os artesãos da região sisaleira da Bahia”, diz a coordenadora do Ciags, Tânia Fischer, que na quinta-feira (8), apresentou o projeto ao secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira.
Os artesãos baianos, na faixa etária de 60 a 80 anos, estão desaparecendo com seus saberes, lamenta Fisher. Em Salvador, por exemplo, só existe, atualmente, um prateiro. “Não podemos permitir que todo esse conhecimento caia no esquecimento”.
Segundo a pesquisadora, a UFBA pretende também conceder título a alguns dos mestres populares, como aconteceu com o Mestre Pastinha, na capoeira. O mapeamento pretende ainda responder a indagações como difundir as artes e ofícios populares e como preservá-los em museus contemporâneos, e ainda incrementar a cultura e o turismo no Território do Sisal. Ildes Ferreira elogiou a universidade por este tipo de interação, ao sair de seus muros para expandir as fronteiras do conhecimento para a população em geral. O secretário afirmou que o projeto do mapeamento pode ser inscrito num dos três editais que a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) vai lançar no começo de junho, como os de apoio a projetos de incubadoras universitárias e a grupos locais (economia solidária).