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Energia
Governo decide desligar termelétricas movidas a diesel
Segunda-feira, 05/05/2008 - 18:02

Brasília - As usinas termelétrica movidas a gás e a carvão em funcionamento desde o ano passado serão mantidas em operação, e apenas as usinas a óleo e a diesel serão desligadas. A decisão foi tomada hoje (5) pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a medida foi adotada para manter a “absoluta segurança” do sistema elétrico para o próximo ano, e também porque o Brasil vai fornecer energia para a Argentina a partir desta semana.

A decisão, de acordo com Lobão, poderá ser revista na próxima reunião do comitê. “Eu prefiro pecar por excesso de zelo que por falta”, explicou.

As termelétricas foram mantidas ligadas para garantir que não haja risco de racionamento de energia no país. Dos 5,6 mil megawatts em produção, cerca de 2,2 mil serão desligados nos próximos dias, que é o correspondente à geração de usinas a óleo e a diesel.

O ministro garantiu que não há nenhum risco de falta de energia no Brasil em 2009 e 2010, e que o sistema elétrico brasileiro é monitorado constantemente.

“Nós tomaremos todas as providências que forem necessárias, se necessárias, e no momento necessário. O fato é que os consumidores devem ficar tranqüilos porque energia não faltará neste país”, afirmou.

Lobão informou que o custo para manter todas todas as usinas termelétrica em funcionamento é de R$ 300 milhões por mês, mas com o desligamento das térmicas a diesel e a óleo o custo remanescente será mínimo.

O ministro disse que o custo para manter as usinas a gás e a carvão em funcionamento é baixo em relação à segurança energética do país. “Esse custo se dilui ao longo do ano e o consumidor não paga um ônus por causa disso”, disse.

Lobão garantiu que o país não vai comprometer a segurança do sistema elétrico ao enviar energia para a Argentina. “Estamos fazendo um ato de solidariedade a um país irmão nosso, que em dado momento também nos socorreu. Nós devemos fazer isso, é uma questão de política, uma decisão de governo”, afirmou.

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