Itabuna (BA) - Numa reunião com representantes do 15º Batalhão da Polícia Militar, da Companhia Independente da Polícia Rodoviária do Estado, do 4º Grupamento do Corpo de Bombeiros, do Tiro de Guerra 007, da Câmara de Vereadores e da Câmara de Dirigentes Lojistas, o secretário de Saúde, Jesuíno Oliveira, obteve o compromisso de uma integração de ações na guerra contra a dengue em Itabuna.
Ele informou que a infestação predial hoje é de 7%, em função das condições climáticas favoráveis, e este ano, a cidade registra 165 casos suspeitos da doença (um deles de dengue hemorrágica no bairro Banco Raso, mas ainda sem confirmação) e dos quais apenas 01 confirmado.
Além de defender uma ação conjunta em relação à dengue, o secretário solicitou que cada policial e os diversos segmentos da comunidade sejam mobilizados num esforço educativo para sensibilizar a população para a solução do problema: “Em 2005 tivemos uma infestação predial de 16,8% que foi reduzida para 3,7% no ano passado, mas que aumentou agora em março de 2008 para 7%, devido às circunstâncias de clima que favorecem à proliferação dos mosquitos”. O problema é agravado pela resistência de alguns moradores com relação à entrada dos agentes de endemias em suas casas.
Como exemplo, citou o caso de uma moradora do Jardim Vitória, uma área nobre da cidade, que por 10 vezes consecutivas impediu o acesso dos agentes em sua residência. Destacou ainda o caso de focos na área central da cidade e mesmo no Góes Calmon onde foram detectadas pelo menos cinco piscinas desativadas e que servem de criadouro do mosquito transmissor da dengue.
Lembrou ainda que o uso dos veículos do tipo fumacê e mesmo dos pulverizadores costais é limitado, porque ele serve apenas para matar os mosquitos, mas não afeta às larvas que exigem um outro tipo de controle: “Em Itabuna nós temos também um outro agravante, que é a carência de infra-estrutura básica em áreas densamente povoadas como por exemplo no Maria Pinheiro, Manoel Leao, Novo São Caetano e outros bairros densamente povoados”.