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Meio Ambiente
Preservação da Amazônia depende das emissões dos países ricos
  • Lourenço Canuto, da Agência Brasil
  • Domingo, 18/11/2007 - 17:15

    Brasília - O esforço do Brasil em combater o aquecimento global e preservar a Floresta Amazônica será em vão se os países desenvolvidos não reduzirem as emissões de gás carbônico. A avaliação é da secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Thelma Krug.

    “O trabalho extraordinário do Brasil na área ambiental de nada adianta se os países ricos, que já estabilizaram o desenvolvimento industrial, não derem sua contribuição”, afirmou Thelma ao comentar o relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) sobre o aquecimento global, divulgado na Espanha. Ao comentar o estudo, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou que a Amazônia está cada vez mais "sufocada" pelas mudanças climáticas.

    De acordo com Thelma Krug, os próprios órgãos internacionais que discutem a preservação ambiental reconhecem o esforço dos países em desenvolvimento para o equilíbrio climático no planeta. “As nações menos desenvolvidas conseguem implementar medidas ambientais enquanto ainda lutam para erradicar a pobreza e melhorar a qualidade de vida da população", comentou.

    Para a secretária, a expectativa do Brasil se concentra nos resultados da reunião em Bali, na Indonésia, que discutirá, no próximo mês, a prorrogação dos compromissos firmados no Protocolo de Quioto, que estabelece metas de redução da emissão de gás carbônico pelos países desenvolvidos até 2012.

    “O mundo espera que os compromissos sejam não apenas prorrogados, mas que haja um comprometimento maior dos países desenvolvidos na reunião, para a melhoria do clima, já que eles são os maiores poluidores”, avaliou.

    Apesar das afirmações de Ban Ki-moon de que o relatório apresentado hoje (17) deve servir de base para uma possível revisão do protocolo, Thelma acredita que o documento não terá impacto sobre as discussões em Bali.

    Segundo ela, as recomendações estão contidas em outros relatórios já conhecidos. “Já existe um desequilíbrio provocado por um aquecimento irreversível. Por isso, os países têm que se esforçar para reduzir substancialmente suas emissões”, declarou.

    Mesmo com avanços no setor ambiental, a secretária afirmou que o país precisa intensificar os trabalhos no combate ao desmatamento e às queimadas: “No caso do Brasil, é preciso um esforço substantivo de todos, para reduzir as queimadas, pois os impactos esperados sobre a Amazônia, que é um dos ecossistemas mais importantes do mundo, são grandes". Segundo ela, com essas medidas, os brasileiros estão dando sua contribuição para conter o aquecimento global.

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