Racismo no Brasil é o mais cruel do planeta, diz secretário
Terça-feira, 30/10/2007 - 17:34
Feira de Santana (BA) - O racismo praticado no Brasil não precisou de instrumentos legais para exclusão dos afrodescendentes. Ele instituiu um processo que beneficia “naturalmente” os brancos, colocando-os como donos das riquezas e das cadeiras das universidades. A afirmação é do secretário de Promoção da Igualdade da Bahia, Luiz Alberto dos Santos, que proferiu a aula magna ontem (29) à noite, na abertura do semestre 2007.1 da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).
O secretário possui vida pública voltada a movimentos sindicais e sociais, de igualdade em gênero, raça e etnia, com representação em entidades de classe e associações. Ele classificou o racismo praticado no Brasil como “o mais cruel do planeta”.
Luiz Alberto fez referências às lutas travadas por entidades ligadas a movimentos negros de todo o país para a concretização das políticas afirmativas. Como deputado federal, cargo do qual está licenciado para exercer o comando de secretaria de governo, ele afirma ter enfrentado “intensas e incisivas” resistências de grupos que, mesmo minoritários, “detêm o poder econômico, inclusive com forte influência na imprensa”.