Teatro usou recursos de forma inadequada, diz Secult
Segunda-feira, 24/09/2007 - 23:31
Salvador - O Teatro XVIII recebeu, este ano, do Governo do Estado, mais de R$ 77,4 mil. Tem projetos aprovados pelo Fundo de Cultura, no valor de R$ 319,7 mil, e pelo Fazcultura, no valor de R$ 659,4 mil, uma parte com patrocínio assegurado. Os números estão na nota oficial divulgada, hoje (24), pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult), em contraposição às informações de que o teatro fechou as portas por falta de apoio do governo.
“Por reconhecer a importância do Theatro XVIII, a Secretaria de Cultura continua compromissada a ajudar a encontrar a melhor solução para a continuidade das suas atividades culturais”, diz um trecho da nota. O documento informa que a Auditoria Geral do Estado identificou irregularidades na administração de recursos públicos por parte do Teatro XVIII e de outras instituições parceiras. Para a Secult, a maior parte dos problemas foi gerada por falta de controle do estado, na gestão anterior.
A Secult garante estar auxiliando as instituições culturais a resolverem suas pendências e que todas as Theatro XVIII, desde 2003, foram regularizadas com apoio da atual gestão. Resta um questionamento, para o qual foi apresentado recurso pela administração do teatro, no mesmo dia em que anunciou publicamente o fechamento do XVIII: a nota fiscal do serviço de captação de recursos, no valor de R$ 20 mil, emitida pela Empresa Agropecuária Sanches e Souza, localizada no município de Irecê, cuja atividade é de prestação de serviços de agronomia e atividades agrícolas e pecuárias.
A Auditoria Geral do Estado recomendou a devolução desse recurso, por considerar a inadequação da empresa às atividades culturais. Por este motivo – explica a nota oficial - o acesso do Theatro XVIII às verbas aprovadas pela Secretaria de Cultura, este ano, dependem apenas da decisão da administração do teatro.