Buenos Aires - Com o fim do prazo para a inscrição de candidaturas, a Justiça Eleitoral da Argentina confirmou neste domingo que quatorze candidatos disputarão no dia 28 de outubro o cargo do presidente Néstor Kirchner, que deixará a Casa Rosada no dia 10 de dezembro. As pesquisas mostram como favorita sua esposa, a senadora Cristina Fernandez, que pode vencer com mais de 40% dos votos já no primeiro turno.
No dia 28 de outubro os argentinos deverão comparecer às urnas para eleger o futuro presidente do país até dezembro de 2011, junto com um vice-presidente e a renovação parcial dos senadores e deputados nacionais.
Nas províncias de Buenos Aires, principal estado do país com mais de dez milhões de habitantes, e em Santa Cruz, província natal do presidente Néstor Kirchner, também ocorrerão eleições para governador, deputados provinciais e prefeitos.
O partido governista Frente para a Vitória oficializou a candidatura da senadora e primeira-dama Cristina Fernández Kirchner, acompanhada por Julio Cobos, governador de Mendoza e proveniente do setor dissidente do partido UCR, dos ex-presidentes Raúl Alfonsín e Fernando De la Rua.
Além deste setor dissidente da UCR, conhecido como os "Radicais K" por sua aliança com o governo Kirchner, a candidatura de Cristina Fernández é apoiada por uma dezena de movimentos sociais, um setor do Partido Socialista e dirigentes sindicais vinculados historicamente ao Partido Justicialista (peronista).
O candidato opositor e ex-ministro da Economia, Roberto Lavagna, lidera a União para uma Nação Avançada, acompanhado pelo senador Gerardo Morales da UCR.
Lavagna reúne em sua chapa o peronismo ainda alinhado com o ex-presidente Eduardo Duhalde (janeiro 2002-maio 2003) e a estrutura nacional da UCR, que ainda responde ao ex-presidente Alfonsín.
A deputada nacional Elisa Carrio será candidata à presidência pela Coalizão Cívica acompanhada pelo senador socialista Rubén Giustiniani.
Elisa é apoiada por partidos de direita, centro e centro-esquerda, em um arco muito amplo que tem como denominador comum as denúncias de "corrupção" e "autoritarismo" contra o presidente Kirchner.
O cineasta Fernando Solanas lidera uma chapa de centro-esquerda pelo movimento Projeto Sul, acompanhado do especialista em energia Angel Cardelli, com o apoio de dirigentes da central sindical independente CTA e que propõe a "justa distribuição da riqueza" e a reestatização da petroleira argentina e do setor ferroviário.