São Paulo - Há alguns anos, atuar na área da Informática era atraente e muitos jovens almejavam seguir carreira, mas como o mercado exigia formação adequada e não havia muitos cursos superiores nessa área no Brasil, muitos interessados dispersaram ou não conseguiram qualificar-se e por outro lado profissionais formados em áreas correlatas passaram a atuar fortemente nesse mercado.
Para Miguel Ruiz, diretor da MR Consultoria (MRC), “aquele era o momento embrionário da informatização no Brasil”, e era natural a escassez de oportunidades. “Com o desenvolvimento do mercado interno no setor, conseqüentemente, surgiram cursos para habilitar o profissional”, comenta Ruiz.
Segundo o consultor, as dificuldades enfrentadas anteriormente pela falta de formação, hoje tornam-se obstáculos para contratação de profissionais pelas empresas. Levantamento realizado pelo MCT indica que existem atualmente 17 mil vagas em aberto no País. Nos próximos três anos esse número chegará a 100 mil vagas.
Ruiz analisa ser esse um campo promissor para os jovens que ainda não optaram por uma profissão e desejam qualificação profissional e também para aqueles que desejam um novo campo de atuação.
Para o consultor, a atividade hoje congrega duas faces: Gestão e Técnica. “Gestor no aspecto de deter a capacidade analítica sobre quais são as melhores estratégias de atuação para área de TI, considerar o mercado de atuação, as condições dos processos internos, ter capacidade de trabalhar em equipe e ser pró-ativo. E no sentido técnico, como um perito nas ferramentas, softwares e hardwares existentes no mercado, e se a adoção e utilização desses instrumentos atende às necessidades atuais da organização”, exemplifica.
Mesmo com a escassez de mão-de-obra especializada, a MRC conseguiu, ao longo dos seus oito anos de existência, reter muitos desses talentos e manter uma excelente equipe, alinhada e comprometida com as suas atividades e com o impacto nos negócios dos clientes.
Para Ruiz, a sobrevivência do profissional de TI funciona como em todas as outras áreas: depende de capacitação, atualização constante e empreendedorismo, de ter a visão, de estar atento aos novos nichos de atuação, traçar metas e alcançá-las.
“Embora o talento seja nato, em muitas pessoas ele pode ser estimulado, pois, a sobrevivência depende nada mais de empreender e aproveitar as oportunidades que nos cercam”, finaliza Ruiz.