Salvador - Com uma produção de 700 toneladas de caju nativo por ano, os agricultores do município de Água Fria, na região de Feira de Santana, são obrigados a vender aos atravessadores para garantir uma renda mínima. Para mudar essa realidade e desenvolver o comércio na região, a Secretaria da Agricultura (Seagri), por meio da Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf), está articulando ações com outros órgãos e agentes financeiros para agregar valor ao produto e melhorar a renda dos 120 pequenos agricultores.
Entre as ações prioritárias, está o funcionamento de uma unidade de beneficiamento da castanha do caju, já construída, mas ainda sem funcionar. Segundo o superintendente de Agricultura Familiar, Ailton Florêncio, os gargalos encontrados durante recente visita feita às instalações da fábrica estão diretamente relacionados à capacidade organizativa, gestão e planejamento ao nível do fornecimento de matéria-prima.
“A mobilização e a capacitação dos agricultores para o gerenciamento da fábrica de beneficiamento e de toda a cadeia produtiva são prioritárias para a expansão da cultura do caju”, disse Florêncio.