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Da seleção de 82 à aberração de Doni no time de Dunga
Segunda-feira, 09/07/2007 - 21:31



Contraprova do exame de Dodô dá positiva


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Dodô pede 'investigação profunda'
O atacante Dodô está suspenso, preventivamente, por 30 dias. A contraprova do exame antidoping, realizado nesta segunda-feira (8), deu positiva. Dodô não contestou o resultado, mas pediu uma investigação mais profunda sobre o caso, pois insiste em afirmar que não usou nada e que é inocente. O exame que flagou o doping foi realizado antes da partida contra o Vasco, no dia 14 de junho, quando o Fogão enfiou 4 a 0. O atleta está ameaçado de pegar um gancho que varia de 120 dias (pena mínima) a 360 dias (pena máxima).

Argentina favorita

Brasil X Uruguai e Argentina X México farão a semifinal da Copa América. Se a lógica prevalecer, brasileiros e argentinos vão duelar na grande final. Os portenhos são favoritos. Individualmente são melhores. Messi e Riquelme jogam muito. Na verdade, hoje, quase tudo na Seleção da Argentina é melhor: o técnico, o goleiro, a defesa, o ataque, o comprometimento, a tática, a técnica, a disposição. A Seleção de Dunga depende do bom futebol de Robinho. E só. Muito pouco para a grandeza do futebol brasileiro.

Seleção sem graça

Perdeu a graça acompanhar os jogos do Brasil. Nos últimos anos, a impressão que se tem, é que os caras estão ali apenas para cumprir uma obrigação. Futebol burocrático, sem criatividade, sem garra, sem disposição, sem nada. O desprezo é tão grande que virou rotina um jogador convocado para uma competição oficial mandar um bilhetinho para a CBF para pedir dispensa. O motivo alegado: cansaço. Tenha dó!

Saudades de 82

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Seleção fantástica a de 82
No domingo, o Esporte Espetacular, da Globo, mostrou uma bela reportagem sobre os 25 anos da derrota da Seleção para a Itália, na Copa de 82. Com depoimentos dos craques de Telê e uma entrevista bem legal com o carrasco Paolo Rossi, o programa trouxe revelações bem interessantes. O ex-zagueiro Oscar disse que o pecado da Seleção foi o excesso de confiança. Paulo Isidoro, com os olhos cheios de lágrimas, afirmou que pensou em abandonar a carreira após o desastre de Sarriá. Para Zico, a derrota foi “uma tristeza profunda”. Já Sócrates “um vazio imenso”. Júnior lembrou da chegada de Telê para a entrevista coletiva logo após o jogo: “Eram mais de 400 jornalistas na sala. Todos, de pé, aplaudiram o mestre Telê”.

Seleção fantástica. Muitos dirão: mas não ganhou nada, sequer chegou à final da Copa. Minha resposta: azar da Copa do Mundo e do futebol. Waldir Peres, Leandro, Oscar, Luizinho e Júnior; Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico; Serginho e Éder. Era este o time titular de 82. Quase três décadas depois, ainda vivo na memória de milhões de torcedores. Para mim, os jogos – espetáculos memoráveis, na verdade - contra a URSS, Escócia, Nova Zelândia, Argentina e Itália valeram mais do que o caneco de 94. Aliás, daquela Seleção de Parreira só consigo lembrar da dupla Romário e Bebeto. O resto do time não teria lugar nem no banco de reservas do timaço de 82.

Doni titular: uma aberração

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Doni na seleção de Dunga
Doni titular do gol da Seleção Brasileira é uma aberração. O rapaz é inseguro, sai mal do gol e é péssimo nas bolas altas. Não grita, não reclama, não xinga, não diz nada. É de uma indiferença irritante. Em vários momentos do jogo, a impressão que se tem é que o rapaz está desligado, pensando na vida. Fábio Costa, Rogério Ceni e Bruno, só para citar alguns que atuam no futebol brasileiro, são bem melhores do que o arqueiro da Roma.



O Bahia na terceirona

Artuzinho insiste em pedir ''paciência' ao torcedor
O Bahia começou patinando na terceirona. O empate com o Confiança, na vizinha Aracaju, deixou os tricolores com a pulga atrás da orelha. O time de Arturzinho levou sufoco no segundo tempo e só não amargou uma derrota graças à boa atuação do goleiro Márcio.

Aliás, este campeonato só passa a valer mesmo a partir do octogonal final. Até lá, o Bahia tem a obrigação de se classificar em todas as fases, sempre em 1º lugar do seu grupo e vencendo 70% dos jogos. Não dá para exigir menos do tricolor de tantas glórias e tradições.

E mais: não dá também para continuar ouvindo as lamentações do técnico Artuzinho, que insiste em pedir 'paciência' ao torcedor tricolor. Aliás, Artuzinho teve a coragem de afimar ao final de Confiança 0 x 0 Bahia que o resultado foi 'excelente'.

O Vitória na segundona

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Índio: aproveitamento zero em cobranças de faltas.
O Vitória encara o Santa Cruz nesta terça-feira, no Barradão. Clássico nordestino. Jogo duro, apesar da fraca campanha do time coral. O rubro-negro terá um desfalque e tanto: Apodi - hoje o jogador mais importante, eficiente e regular do time de Givanildo. A zaga não terá Sandro. Pela fraca partida contra o Grêmio Barueri, na semana passada, a ausência do experiente zagueiro acaba sendo um alívio.

A campanha do Vitória é apenas regular. Vencer no Barradão é obrigação, mas se o time não conquistar pontos fora de casa dificilmente sobe. De positivo, até agora, a força e apoio da torcida. De negativo, o fraco desempenho de Índio.

Ainda Índio

É impressionante o índice de erros de Índio em cobrança de escanteios e faltas. O desempenho do meia-atacante nesses dois fundamentos tem sido sofrível. As faltas quase sempre acabam na barreira. Nos escanteios, a bola sempre é colocada na primeira trave, facilmente cortada pelos zagueiros. O mais impressionante: ninguém na comissão técnica se deu conta deste detalhe. E Índio insiste, insiste, insiste...

Série A vai mal das pernas

O Brasileirão da série A deste ano é, seguramente, o mais fraco de todos os tempos. Fracasso de público e renda. Fracasso técnico. Os times paulistas são ruins, os mineiros idem e os gaúchos contam apenas com a força física. Dos cariocas, apenas o Botafogo se salva. Se não amarelar na reta final, como aconteceu no Campeonato Carioca, o time de Cuca levanta o caneco. Triste mesmo é ver América-RN e Náutico. Os caras levam uma vida para conseguir chegar à elite do futebol e, quando isto acontece, montam times de quinta categoria. Pela incompetência, merecem voltar para a Segundona e ficar por lá um bom tempo.

Dopado

Dodô foi flagrado no exame antidoping. Tomara que a contraprova dê negativa. Neste deserto de craques em que se transformou o futebol brasileiro, o “artilheiro dos gols bonitos” fará muita falta se for suspenso.

Aloísio, um exemplo

Outro dia assisti uma entrevista do atacante Aloísio, do São Paulo, no programa “Bem, Amigos”, comandado por Galvão Bueno, no Sportv. Que exemplo! Que história de vida! O rapaz nasceu na periferia de Maceió e por pouco não virou marginal. Foi jogar futebol graças à insistência da mãe. Deu certo. Com a grana que ganhou na França, comprou um clube falido de Maceió e montou uma instituição de apoio a meninos carentes na capital alagoana. Hoje, são dezenas deles jogando futebol e estudando. Que o artilheiro do São Paulo tenha vida longa no futebol.

Fórmula 1

O estreante Lewis Hamilton segue firme na liderança do campeonato de 2007. Dizem que o rapaz começou a ser treinado aos 13 anos, pilotando simuladores e com a orientação de dezenas de profissionais da McLaren. Sinceramente? Não vejo a menor graça nisto, nem consigo valorizar. Prefiro a história de outros negros vitoriosos, que graças ao talento natural construíram uma carreira fantástica e são exemplos de vida, como Michael Jordan, Muhammad Ali e o nosso grande Pelé.

Uma pergunta

Tudo bem, Hamilton é bom, é seguro e veloz. Mas ele seria tão competente pilotando, por exemplo, a Honda do nosso Rubinho?

Mais de Fórmula 1

Clique aqui e assista o incrível vídeo de Mansell tentando cruzar a linha de chegada
Em relação a Formula-1 sou uma saudosista. Prefiro aquela época em que a gente ficava torcendo até a última volta para que o pneu de uma carro estourasse e Senna (ou Piquet) ficasse com a vitória. E acontecia mesmo! Lembro de Senna puxando o carro de um lado para outro buscando a última gota de gasolina do carro. Lembro de Nigel Mansell a 200 metros da vitória parando a sua Williams por falta de combustível. Ele desce do carro feito louco e tenta empurrá-lo até a linha de chegada. Exausto, acaba desmaiando no meio da pista. Não lembro quem venceu a prova. Também pouco importa.

Hoje a Fórmula 1 é muito previsível. As ultrapassagens só acontecem lá atrás, entre pilotos medíocres, e não valem absolutamente nada. Carro não fura pneu, dificilmente quebra, não falta gasolina, os mecânicos não se atrapalham no box. É tudo muito certinho e sem graça.

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