Sesc implanta sistema educacional inédito no Brasil
Quinta-feira, 28/06/2007 - 14:17
Salvador - Estão abertas até o dia 06 de julho (sexta-feira) as inscrições para a seleção da Escola Sesc de Ensino Médio – ESEM 2008, que selecionará 161 adolescentes de todo o país para integrarem seu programa de ensino de excelência. No sistema de escola-residência, ou cidade pedagógica, como alguns preferem chamar, será oferecido ensino gratuito em período integral para os melhores colocados em todo o país. Na Bahia, três mil cartas convite já foram enviadas, mas o estado só terá direito a oito vagas.
A concorrência é apertada, mas os benefícios compensam. Além de hospedagem, alimentação e auxílio-saúde, os jovens participarão de atividades esportivas, culturais e de lazer. A família fica responsável pelos custos com passagens, fardamento, alimentação fora dos horários oferecidos pelo Sesc, procedimentos médicos não cobertos pela urgência e despesas pessoais.
Os alunos selecionados para participar da Esem poderão contar, sem força de expressão, como uma escola de primeiro mundo. Todas as instalações são ecologicamente corretas as turmas terão no máximo 15 alunos e cada um terá seu próprio notebook. “Existe um empenho para que esses estudantes tenham a melhor formação que se pode oferecer”, explica a coordenadora do Esem em Salvador, Denise Santos.
Podem concorrer a uma vaga na Esem todos os estudantes com 14 anos completos entre os dias 1º de janeiro e 30 de junho próximo. O foco principal da seleção são os filhos de comerciários, mas as inscrições são abertas ao público. “Queremos selecionar os melhores dos melhores para investir. Se houver empate na prova, ser dependente de associados será critério de desempate”, esclarece a coordenadora.
O empenho em elevar o nível da seleção fez com que o Sesc espalhasse seis recrutadores pelo estado para divulgar o programa e estimular as inscrições. Até agora, apensa 15 adolescentes se inscreveram para as provas que serão realizadas em agosto. Entre os motivos está a greve dos professores da rede estadual que afastou os alunos da sala de aula. “Tememos que esses estudantes não consigam concluir o ano letivo a tempo de participar”, lamenta Denise.