Professores mantêm greve e Wagner fica 'indignado'
Quarta-feira, 27/06/2007 - 20:17
Salvador - Em assembléia geral, os professores da rede estdual de ensino decidiram continuar com a greve, que já dura 50 dias. Eles não acetaram a proposta do governo, de reajuste salarial diferenciado entre 4 e 17% para a categoria. Os professores decidiram também que só voltarão a discutir a greve com o Governo do Estado depois do feriado de segunda-feira, 2 de julho, data da Independência da Bahia. Os professores insistem em aumento de 17,28% em todos os níveis.
A decisão dos professores estaduais de se manter em greve pegou de surpresa a equipe do governo estadual envolvida nas negociações, desde antes de 8 de maio, quando a paralisação foi deflagrada.
“O jogo democrático é de liberdade, mas também de responsabilidade”, afirmou o governador Jaques Wagner, não escondendo a indignação durante entrevista coletiva, hoje (27), na Governadoria.
Sobre o reajuste linear de 17,28% solicitado pela categoria, o governador reafirmou, taxativo: “Não há nenhuma hipótese desse reajuste acontecer, até mesmo porque não sou irresponsável”.
Wagner disse não compreender a intransigência da categoria, mesmo depois de o Estado ter apresentado a melhor proposta de reajuste médio de todo o país, no âmbito do setor público. “São 4,5%, ou seja, 1,2% de ganho real”.
No caso específico dos professores, a proposta original do governo prevê, para um total de cerca de 44 mil professores, reajuste de 17,28% para cerca de 15 mil, 15% para 1,5 mil e 4,5% para os demais. Os líderes do movimento, entretanto, alegam que o reajuste diferenciado proposto pelo governo não recompõe a diferença dos interníveis salariais.