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Homenagem
Viaduto do CAB batizado com o nome de Leonel Brizola
Quinta-feira, 21/06/2007 - 09:42

Salvador - Desde a sua inauguração conhecido apenas como Viaduto do CAB, o Viaduto do Centro Administrativo da Bahia será batizado às 10:30 horas desta quinta-feira, dia 21 de junho, com o nome de Leonel Brizola. A homenagem é fruto de um projeto de lei apresentado pelo vereador Virgílio Pacheco em agosto de 2005, sancionado um ano depois pelo prefeito João Henrique, e será prestada pelos vereadores, deputados e militantes do PDT.

Segundo lembra o autor do projeto, o viaduto é ponto de referência para quem vai ao CAB, e dá acesso a diversas secretarias do Estado, bem como a sede do Governo Estadual, a Corte de Justiça Baiana, a Assembléia Legislativa, dentre outros órgãos.

Líder do PDT na Câmara, partido fundado por Leonel Brizola, Virgílio historia que “ele foi e é o instituto da democracia, da legalidade, merecedor da deferência baiana e nacional. Além disso, Brizola preencheu os requisitos básicos para este fim, pois além de ter sido, ao longo de mais de 50 anos, uma liderança na política brasileira, está morto, e pelas leis ordinárias é vedada este tipo de homenagem a pessoas vivas”.

Brizola nasceu em 22 de janeiro de 1922 no povoado de Cruzinha, Rio Grande do Sul. Filho de família de pequenos lavradores, iniciou a carreira política em 1954, quando ingressou no PTB ao lado de um grupo de sindicalistas gaúchos.

Órfão de pai, morto na Revolução Federalista de 1923, Leonel de Moura Brizola foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1954, tornando-se ferrenho opositor do político Carlos Lacerda, principal opositor do ex-presidente Getúlio Vargas. Em 1955, elegeu-se prefeito de Porto Alegre e em 1958, governador do Rio Grande do Sul.

Com ampla projeção nacional, elegeu-se novamente deputado federal pelo estado da Guanabara, em 1962, com 300 mil votos, maior votação obtida até então por um parlamentar na história brasileira.

Em 1964, foi cassado pelo golpe militar e exilou-se no Uruguai, até 1979, quando voltou ao Brasil. Em 1981, fundou o PDT, partido pelo qual foi eleito governador do estado do Rio de Janeiro por duas vezes.

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