CTS muda estratégia de trabalho na recuperação de ferrovia
Sexta-feira, 15/06/2007 - 16:10
Salvador - Depois de problemas na ferrovia Calçada–Paripe, que culminaram com o descarrilamento e o tombamento de duas composições de trens nos meses de março e abril deste ano, a Companhia de Transportes de Salvador (CTS) anunciou que decidiu adotar a estratégia de 'reformar sem paralisar ou prejudicar' a população, mantendo o fluxo normal dos trens.
O diretor de Operações da da CTS, Sérgio Coelho, disse que o importante é que o usuário não acabe sendo prejudicado. “Em primeiro lugar, já foi nivelada a via em que ocorreu o último acidente. Também estão sendo feitos o alinhamento, para que os trilhos não tenham ziguezague, e o nivelamento com lastreamento, que é colocar brita sobre os dormentes, eliminando as depressões na via”, explicou o diretor da CTS, órgão ligado à Secretaria Municipal dos Transportes e Infra-estrutura (Setin).
Sérgio Coelho afirmou ainda que estão sendo cadastrados e prospectados 11 pontos críticos (curvas apertadas) e que até 15 de junho o trabalho deve ficar pronto. O cadastramento consiste em detectar os dormentes e os trilhos com problemas e enumerar quantas juntas serão soldadas, operação que já está em andamento. Há previsão de que 300 soldas estejam prontas dentro de 40 dias.
Outra novidade é a instalação de um “travessão” (desvio de uma linha para outra) no bairro Nova Itacaranha, estratégia que permite à equipe da CTS trabalhar na manutenção de uma via e manter o tráfego normal dos trens na ferrovia, que tem 13,5 km de extensão.
Indagado se a Prefeitura de Salvador tem condições de arcar com os custos de manutenção da ferrovia Calçada–Paripe, Sérgio Coelho informou que se torna necessária a continuidade da parceria com o governo federal e o estadual. “Este tipo de transporte precisa de subsídio, como acontece em outros países do mundo, mesmo os mais desenvolvidos”, sustentou.