Juazeiro - O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (Samu) vem passando por algumas dificuldades devido aos trotes, que chegam a 50% do total de chamadas, e também pela falta de entendimento por parte da população do que é o serviço. Segundo a médica Kátia Regina de Oliveira, as brincadeiras feitas por telefone vêm gerando gastos e transtornos para as equipes, que deixam de atender um paciente que realmente precisa, e também para a população.
“Já existe um caso em Feira de Santana que com a implementação de um sistema de informação que identifica todas as ligações recebidas no Samu, foi possível punir uma pessoa que passava trotes com certa freqüência para o serviço. Essa pessoa hoje cumpre uma pena alternativa – um serviço comunitário - no próprio Samu. Isso também será feito aqui, pois estamos gravando todas as chamadas e agora encaminhando ao Ministério Público para as medidas cabíveis”, informa.
De acordo com Kátia Regina, um outro problema é a falta de conhecimento do serviço por parte da população. “As pessoas pensam que o Samu existe apenas para transportar os doentes, quando na verdade nosso objetivo é bem maior que isso. Entendemos a dificuldade de acesso das famílias mais carentes, mas ainda não seremos nós que resolveremos isso. O Samu tem a finalidade específica do atendimento de urgência e emergência e não para o transporte de pessoas com dificuldades sociais”, explica, acrescentando que o serviço pode ser requisitado em situações em que haja risco de morte, como: hipertensos severo, diabéticos descompensados, idoso com dor precordial, pacientes acidentados, trabalho de parto, dentre outros.