Médico infectogista mostra importância da vacinação contra a pólio
Terça-feira, 12/06/2007 - 10:47
Salvador - Pelo fato de desde 1990 o Brasil não registrar nenhum caso de poliomielite aguda, pouco se fala sobre esta doença. Com exceção de parte dos profissionais da área de saúde, raras são as pessoas que conhecem as causas, formas de transmissão e outras informações básicas relacionadas à patologia.
“O mais importante, porém, é saber que a única forma de preveni-la – e de manter os dados da estatística atual – é a vacinação”, aponta o médico infectologista dos hospitais São Rafael e Aliança, Antônio Carlos Bandeira. A primeira etapa da Campanha começou nesta segunda-feira, dia 11, e vai até o dia 22 de junho. A segunda etapa será no dia 25 de agosto.
Na Bahia, a meta da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) é imunizar cerca de 1,3 milhão de crianças menores de cinco anos. Para isso, o estado vai oferecer a vacina em 2,5 mil postos e centros de saúde.
“As três doses da vacinação são fundamentais para todas as crianças menores de cinco anos. Para o caso dos adultos que não completaram o ciclo e para pacientes imunocomprometidos, como os infectados pelo HIV, sugerimos a injeção de um dos tipos da vacina, a Salk, para prevenir a doença”, observa Bandeira.
A poliomielite é causada por um tipo de vírus denominado de enterovírus (que inclui os sorotipos 1,2,3). Em 95% dos casos não há sintomas, mas em alguns há a manifestação de sintomas leves semelhantes aos da gripe (febre e dor de garganta). O quadro grave, que é o de paralisia flácida, ocorre na proporção de um para 200 casos, sendo definido como o de paralisia infantil e incapacitando o indivíduo para o resto de sua vida. O vírus é excretado pelas fezes e transmitido de pessoa para pessoa através do contato direto (transmissão fecal-oral) , mas a transmissão também pode se dar pela ingestão de água contaminada.