Um casarão de esquina localizado no Centro Histórico de Salvador abrigará a musicalidade mineira imortalizada pelo movimento Clube da Esquina. Ao som de Voa Bicho (Telo Borges e Márcio Borges), Vento de Maio (Telo Borges e Marcio Borges), Tristesse (Telo Borges e Milton Nascimento), Clube da Esquina II (Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges) e de muitas outras canções que marcaram época e um dos mais significativos movimentos da cultura brasileira, o projeto Música e Poesia – Minas Gerais, uma Esquina do Mundo aporta em Salvador, no Centro Cultural Correios.
Entre os dias 14 e 16 de junho, estão programadas atividades que incluem três shows intimistas do cantor e compositor Telo Borges, com abertura do letrista Márcio Borges, exibição de vídeos e, no dia 15, workshop com Telo Borges. “Nossa intenção é aproximar as pessoas, principalmente os mais jovens, desta manifestação cultural, que como tantas outras, é muito rica. Através de canções, vídeos e poesias, queremos divulgar o jeito mineiro de fazer música, que passou a ser reconhecido internacionalmente”, adianta Márcio Borges.
Iniciativa da Associação de Amigos do Museu Clube da Esquina, organização sem fins lucrativos fundada no ano de 2004 com a missão de preservar a trajetória do movimento musical inicialmente representado pelos músicos Milton Nascimento, Wagner Tiso, Fernando Brant, pelos irmãos Márcio e Lô Borges e pelo guitarrista Toninho Horta, o evento é patrocinado pela Empresa de Correios e Telégrafos e aberto ao público.
“Enquanto outros movimentos primaram pelo ritmo e poesia, o Clube da Esquina se destacou pela harmonia das composições, que agregava o que havia de melhor no samba, rock e bossa nova”, define o cantor e compositor Telo Borges. No repertório, além de clássicos do Clube da Esquina, antigas e novas canções de sua autoria. “Sou cria deste movimento, mas sempre estive mais no lugar de pano de fundo. Há dois anos, estou investindo em carreira solo”, revela com humildade o músico que, depois de atuar como tecladista e vocalista de Beto Guedes e acompanhar, nos últimos cinco anos, turnês nacionais e internacionais de Milton Nascimento, trilha agora um caminho independente.