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:: Especial ::
Saúde
Cirurgia refrativa: solução para quem quer se livrar dos óculos.
Quinta-feira, 07/06/2007 - 10:42

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Adilson Afonso: "Valor gasto nas trocas periódicas das lentes é muito maior do que o do investimento na cirurgia".
Salvador - Se você se irrita quando precisa enxergar as letras de uma placa e o máximo que consegue visualizar sem as lentes de contato são pequenos rabiscos ou se aborrece toda vez que vai ao cinema e é obrigado a levar os óculos para ler as legendas, talvez se encaixe na lista de potenciais candidatos a uma cirurgia refrativa. Embora sejam muitos os fatores que influenciem na hora de decidir se submeter ou não ao procedimento cirúrgico, os oftalmologistas são praticamente unânimes em dizer que o desconforto e a irritabilidade com os óculos e as lentes de contato são itens preponderantes para levar o paciente à sala de cirurgia.

Segundo o oftalmologista e sócio-gerente da Refracta Laser, Adilson Afonso dos Santos, os principais motivadores da cirurgia refrativa a laser são a estética, a intolerância com as lentes de contato por parte de alguns pacientes e a economia.

“O valor gasto nas trocas periódicas das lentes é muito maior do que o do investimento na cirurgia. Embora no Brasil o custo da operação ainda seja considerado alto (varia de R$ 2500 a 3 mil, em média), a relação custo-benefício, sem dúvida, é vantajosa”, diz. O Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não oferece esse tipo de operação gratuitamente.

Todos os meses são realizadas de 5 a 10 mil cirurgias refrativas a laser – a mais realizada atualmente - no Brasil. E esse número só não é maior porque muita gente ainda atribui ao medo a resistência à cirurgia. Para Adilson, boa parte desse temor se deve à falta de conhecimento sobre a operação. “Esta cirurgia é uma das mais seguras que existem. As estatísticas mundiais apontam um risco de 3%, mas nosso grupo registra apenas 0,5% de intercorrências desde que surgiu há sete anos, e todas resolvíveis”, aponta.

Para acabar com possíveis dúvidas e medos, Adilson aponta que é muito importante haver uma relação de confiança entre o médico e o paciente na hora de optar pela cirurgia. “Não concordamos que o oftalmologista conheça o paciente só no momento da intervenção, como é comum acontecer em clínicas onde o número de operações é grande”, afirma. Por isso, é fundamental o acompanhamento antes, durante e depois da cirurgia. “Nossa cultura é de uma aproximação maior, superando barreiras que separam o profissional do paciente”, enfatiza o médico.

Boa parte dos que vencem o medo e optam pela cirurgia ficam satisfeitos. Os números comprovam essa tendência: cerca de 95% das pessoas que partem para esse recurso ficam satisfeitos com o resultado final. Isso significa dizer que de 100 pessoas, 95 se vêem definitivamente livres de ver estampada na carteira de motorista, logo após fazer o exame, a frase “obrigatório uso de lentes corretivas”.


Em todo o Brasil, muitos profissionais têm optado por um tipo de cirurgia que aumenta ainda mais as chances de sucesso. É a chamada personalizada, onde cada caso é tratado como único. Isso proporciona uma qualidade maior na visão do paciente, já que o tratamento é planejado exclusivamente para cada um. Recentemente, o grupo Refracta Laser adquiriu um equipamento de última geração – o Allegretto Wave Light – para realização deste procedimento em Salvador. Além da capital baiana, apenas quatro cidades brasileiras possuem o Allegretto: Curitiba (PR), Natal (RN), Maringá (PR) e Chapecó (SC).

De acordo com Adilson, “esta tecnologia permite calcular inúmeras variáveis, tal como a quantidade de laser necessária para tratar cada paciente, individualmente”. Este cálculo, por sua vez, orienta a programação cirúrgica de modo a otimizar o resultado do tratamento de todas as patologias que podem ser tratadas através da máquina. “Com ela, as chances de cura são muito maiores”, diz o médico. Entre as doenças que podem ser diagnosticadas e tratadas por meio do equipamento estão a miopia, o astigmatismo, a hipermetropia, o ceratocone (deformação na córnea) e a presbiopia (vista cansada comum em pessoas de idade avançada).

No caso das cirurgias convencionais, existem alguns fatores limitadores para a cirurgia. A opção não é recomendada para quem tem mais de 8 graus de miopia, 6 de astigmatismo e 4 de hipermetropia, em média. Outros fatores que podem ser considerados como contra-indicações para o procedimento cirúrgico são o olho seco, a pupila grande (acima de 4 ml) e a existência de algum tipo de doença sistêmica, como herpes há menos de três meses antes da realização da operação. Além disso, quem possui córnea muito fina deve ter um tratamento ainda mais cuidadoso, já que o laser “afina” a córnea e remolda sua curvatura.

Um dos argumentos usados por quem não encara a cirurgia é de que a visão noturna pode continuar prejudicada mesmo depois do procedimento. “Nesses casos, recomendamos ainda mais a cirurgia personalizada, já que é possível detectar antes qualquer tipo de problema”, aponta Adilson. “Pode acontecer de a cirurgia de miopia deixar um pequeno grau de hipermetropia, por exemplo. Mas se o grau do paciente já estiver estável, este grau residual dificilmente ocorre”, completa o oftalmologista.

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