UFBA e Fapex assumem direção do Instituto do Coração
Terça-feira, 29/05/2007 - 23:28
Salvador - Depois de um ano na administração do Instituto do Coração da Bahia (Incoba), o Instituto Sócrates Guanaes (ISG) deu inicio ao processo de transição de gestão para a Universidade Federal da Bahia através da Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão (UFBA/Fapex), que passa a controlar o centro.
O médico André Guanaes, presidente do ISG, apresentou o que foi realizado no Incoba durante a gestão do ISG, desde o momento da assinatura do contrato com o Governo do Estado, e as condições que encontrou o espaço, até o momento da entrega para a Faculdade de Medicina da Bahia. Mostrando as realizações conquistadas no primeiro ano de Incoba.
Foram realizados no Incoba, entre junho de 2006 e abril de 2007, mais de 22 mil consultas, 19 mil eletrocardiogramas, 7 mil exames, 80 procedimentos de marcapasso, 320 angioplastias, e mais de 1,2 mil angiografias. O Incoba também foi responsável por 233 cirurgias em adultos e 114 pediátricas, sendo que o centro cirúrgico funcionou a partir de agosto de 2006. Guanaes ressaltou que a passagem do primeiro aniversário do Incoba coincide com a passagem de gestão e disse estar certo de que a unidade, sob a gestão do ISG, correspondeu à expectativa da SESAB e, mais ainda, da sociedade.
O inicio da transição foi marcado pelo IIº Simpósio de Assistência em Alta Complexidade Cardiovascular realizado na Faculdade de Medicina da UFBA no Terreiro de Jesus. O simpósio reuniu cirurgiões médicos especializados em cardiologia de diversos estados do Brasil.
Durante todo o dia foram apresentadas as formas de trabalho de alguns dos principais hospitais de referência coronária do país, e como são gerenciados através do Sistema Único de Saúde (SUS), assim como o papel das unidades de assistência cardiovascular de alta complexidade na rede pública de saúde. Outro tema abordado foi o transplante cardíaco realizado no Brasil, e as perspectivas com relação ao tema.
Dentre as apresentações destacou-se o crescimento do diagnóstico de doenças cardíacas em crianças, que segundo a médica Nadja Kraychette, coordenadora da área de cirurgia cardíaca pediátrica do Incoba, não significa que as crianças estão tendo mais problemas. “O diagnóstico está sendo feito no paciente ainda criança, o que antes não acontecia, principalmente no interior. As crianças acabavam morrendo sem ter a chance de ter tratamento adequado” afirma.