Salvador - Uma das histórias mais bonitas de amor acontecidas em Salvador ainda guarda registro. Em um agradável jardim do bairro da Graça é possível lavar as mãos e o rosto na fonte, onde, no século XVI, havia um córrego em cujas águas se banhava a índia Catarina Paraguaçu, esposa de Diogo Álvares, o Caramuru. Esquecida pelos poderes públicos, a atual administração municipal, através da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), Fundação Gregório de Mattos (FGM) e a Superintendência de Parques e Jardins (SPJ), projeta inaugurar no local, até julho, a Praça Catarina Paraguaçu, recuperando, ao mesmo tempo, a fonte Nossa Senhora da Graça.
A ação do governo municipal atende a uma reivindicação dos moradores da Graça, que desejam ter um registro do passado e garantir a sua segurança. "A fonte, que antes se chamava Catarina Paraguaçu, é um monumento histórico que estava esquecido pelas autoridades. A gente já tinha pedido à gestão anterior para recuperar o local, que estava tendo uso indevido, e servia de abrigo para marginais, e só agora estamos sendo atendidos", comentou o presidente da Associação dos Moradores da Graça, Flávio de Paula.