Brasília - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar hoje (19) uma representação movida pela coligação Por um Brasil Decente (PSDB-PFL), que trata da tentativa de compra de um dossiê que envolveria políticos do PSDB com a máfia das ambulâncias. O episódio ocorreu antes das eleições do ano passado.
De acordo com a coligação, o dossiê seria usado para prejudicar a campanha do candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin. O ministro Cesar Asfor Rocha é o relator da investigação.
Os investigados na representação são o presidente Lula; o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos; o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini; o empresário Valdebran Padilha; o advogado Gedimar Passos; e o ex-assessor da Presidência Freud Godoy.
“Nos termos do artigo 22 da Lei Complementar 64/90 (Lei das Inelegibilidades) – que disciplina o trâmite da investigação judicial – se for julgada procedente a Representação, caberá ao Tribunal declarar a inelegibilidade dos investigados por três anos (subseqüentes à eleição em que se verificou o ato), além da cassação do registro do candidato diretamente beneficiado pelo abuso de poder econômico ou político”, diz o site do TSE. Entretanto, o tribunal ressalta que uma “eventual cassação não é automática”.