Britânicos contam a ''terrível experiência'' vivida no Irã
Agência ANSA
Sexta-feira, 06/04/2007 - 20:15
Londres - Os marinheiros britânicos que foram presos no Irã afirmaram hoje que nunca esquecerão a "terrível experiência" pela qual passaram: terem sido preso "ilegalmente", praticamente em "águas iraquianas" do Golfo Pérsico.
Sete dos quinze militares deram uma entrevista coletiva de imprensa hoje na base da Royal Navy em Chivenor, norte de Devon.
Os presentes foram o capitão do grupo, Chris Air, o tenente Felix Carman, e os marinheiros Adam Sperry, Arthur Batchelor, Joe Tindell e Simon Massey.
Disseram que os botes iranianos rodearam as embarcações britânicas depois que eles finalizaram a operação "anticontrabando" em 23 de março.
Outros seis botes se juntaram aos primeiros e as forças iranianas pediram aos britânicos que abandonassem o local.
Os iranianos se mostraram "muito agressivos" e aceleravam seus barcos para assustá-los.
Eles afirmaram que tomaram essa decisão de não enfrentar militarmente os oficiais da Guarda Revolucionária Iraniana e que sua captura foi um "teatro" para a imprensa.
Os barcos britânicos, que estavam em "águas iraquianas, a 1,7 milhas náuticas da fronteira marítima iraniana", foram escoltados para a costa do Irã.
Essa noite foram levados em um avião a Teerã. O tempo todo eles ficaram presos em celas isoladas e pequenas, de aproximadamente 2 metros por 3, sem qualquer chance de diálogo entre eles.
Os militares britânicos disseram que ficaram com "os olhos vendados, as mãos atadas e virados para a parede", e que suas roupas foram tiradas e depois foram vestidos com pijamas.
Os interrogatórios foram "agressivos" quase todas as noites, relataram, foram dadas a eles duas opções: "se admitíssemos que estávamos em águas iranianas, nos devolviam em um avião à Grã-Bretanha rapidamente. Se não, ficaríamos presos por sete anos".
Depois de uma semana, os presos eram retirados das celas todas as tardes, para se "socializarem" e jogarem xadres, mas segundo disseram ficavam a maior parte do tempo com os olhos vendados e as mãos atadas.
A única mulher do grupo, Faye Turney, foi mantida isolada do resto, relataram.