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Crise Aérea
Infraero quer propor controle de pouso e decolagem em 67 aeroportos
Sexta-feira, 30/03/2007 - 13:15

Brasília - O presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), José Carlos Pereira, disse hoje ao chegar para reunião no Ministério da Defesa, que pretende propor que a Infraero controle as operações de pouso e decolagem em 67 aeroportos, num raio de 10 quilômetros em volta do aeroporto, como já é feito em 22 aeroportos.

O restante das operações ficaria com a Aeronáutica. Segundo ele, esse plano ainda precisa ser discutido. “Esse controle feito por nós liberaria pessoal para a Aeronáutica, que é o que está faltando”.

Pereira participa de reunião com o ministro da Defesa, Waldir Pires, o presidente da Agência Nacional da Aviação Civil, Milton Zuanazzi, e um representante da Aeronáutica, para discutir a crise aérea.

Sobre a liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal, que pode abrir caminho para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os problemas no setor, a chamada CPI do Apagão Aéreo, ele disse que esse tipo de decisão é para ser acatado. ”Graças a Deus, eu não sou nem do Poder Legislativo nem do Judiciário. Nós temos que acatar a decisão”.

Questionado sobre se a CPI ajudaria ou tumultuaria, ele disse que “qualquer investigação é boa, desde que se tenha o que investigar”. Pereira lembrou que todas as acusações à Infraero já estão sendo investigadas por órgãos externos como o Ministério Público, Tribunal de Contas da União e Controladoria Geral da União..

“Talvez a CPI seja mais um órgão que pode até causar tumulto. Isso é uma opinião muito pessoal, mas decisão do Congresso é decisão do Congresso; decisão da Justiça é decisão da Justiça”.

Nesta semana, Pereira disse que pretende entregar hoje ao ministro Waldir Pires o resultado da sindicância feita para determinar as causas e os culpados pelos problemas que causaram o fechamento do aeroporto de Guarulhos durante o último final de semana.

Sobre o possível envolvimento de funcionários da Infraero nos incidentes, ele disse que até o momento não foi localizada responsabilidade da empresa. “Mas ainda faltam perícias a serem feitas. Não fiquei satisfeito com a primeira avaliação, ela continua”.

Questionado sobre se o processo de negociação entre o governo e controladores de vôo chegou ao fim, ele afirmou que nunca existe situação limite. “Acredito que será possível resolver tudo isso na santa paz e o Brasil voltar ao normal. Continuo sendo muito otimista”.

Sobre os problemas ocorridos nos últimos dias em Manaus e Curitiba, ele disse que também estão na pauta da reunião. Pereira afirmou que os aviões ficaram parados em Manaus por causa de retenção de fluxo, para controle do trafego aéreo.” Não tenho problema nenhum no aeroporto de Manaus, apenas está congestionado”.


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