Salvador - Mais do que um momento de reflexão, especialistas do mundo inteiro enfatizam a necessidade de cada indivíduo assumir uma postura pró-ativa no combate do câncer. Por ano, a doença mata cerca de sete milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), vinculado ao Ministério de Saúde, as estimativas indicaram a ocorrência de 472.050 novos casos da doença no Brasil, em 2006, sendo aproximadamente 20 mil no estado da Bahia. O Dia Mundial de Luta contra o Câncer, celebrado no dia 8 de abril, próximo domingo, serve de estímulo à diminuição da exposição do homem a fatores de risco cancerígeno.
A hipertensão arterial, o colesterol alto, o consumo insuficiente de frutas, legumes e verduras, o excesso de peso, a inatividade física e o tabagismo listam entre os principais fatores de risco relacionados às doenças crônicas e diversos tipos de câncer. Os chamados fatores ambientais – sejam eles de origem natural, social, cultural, de consumo ou ocupacional – representam 80% das ocorrências. “No caso do câncer de mama, a hereditariedade está relacionada a uma média de 5% a 10% dos casos”, exemplifica o coordenador da Unidade de Oncologia da SOS Vida, Cléber Gomes.
O especialista ressalta: “Não existe uma consciência coletiva de que é preciso fazer prevenção”, afirma o oncologista. Mas, os fatores de proteção – que conferem ao organismo a capacidade de se proteger contra a aquisição de determinada doença – também são cientificamente comprovados. Ao substituir o consumo de alimentos com alta concentração de gordura saturada, açúcar e sal por frutas, verduras e legumes, a população aumenta a presença no corpo humano de componentes protetores, como as vitaminas, as fibras e os antioxidantes.
De acordo com o Ministério da Saúde, os gastos federais em assistência oncológica registraram, em 2005, despesas da ordem de R$ 1,6 bilhão (Datasus/2006). O crescimento do custo, em relação aos últimos seis anos, foi de 103%. O envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida do brasileiro ressaltam a gravidade da situação – considerada de saúde pública. Todos os meses, cerca de 128 mil pacientes são tratados em quimioterapia e 98 mil, em radioterapia ambulatorial, em todo o país. |