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Comitê busca soluções para evitar o uso indiscriminado
Terça-feira, 13/03/2007 - 15:30

Brasília - Em todo o mundo 50% dos medicamentos são prescritos, vendidos ou consumidos de forma inadequada, de acordo com estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS). Incluído nessa estimativa, o Brasil busca reduzir o problema por meio do Comitê Nacional para a Promoção do Uso Racional de Medicamentos, que se reuniu pela primeira vez nesta terça-feira (13).

O comitê desenvolverá ações voltadas à qualificação de médicos, farmacêuticos e enfermeiros do Sistema Único de Saúde (SUS) e da rede privada que resultem no uso racional de medicamentos. Irá também realizar estudos sobre o tema e produzir material informativo como cartilhas e vídeos para ampliar o conhecimento de profissionais da saúde e da comunidade sobre o uso correto dos medicamentos.

O Comitê é formado por integrantes do governo federal como o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e órgão como os conselhos federais de Medicina e Farmácia, os conselhos nacionais de secretários de saúde, de secretários municipais de saúde e o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec). “Muitas pessoas acham que a auto-medicação é mais fácil, isso é altamente prejudicial à saúde, isso é altamente prejudicial ao bolso da famílias”, afirma o ministro da Saúde, Agenor Álvares.

Para o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz D’Avila, a auto-medicação é impulsionada por dois aspectos: um das pessoas que utilizam um remédio por que deu certo para um amigo ou parente, sem prescrição médica; o outro é a comum prescrição no balcão da farmácia, por um atendente que não tem formação para receitar medicamentos.

A propaganda e a vinculação da compra do medicamento a brindes também é considerada por Roberto D’Avila um incentivo ao consumo inadequado. A prescrição incorreta por profissionais também deve ser considerada errada, critca ele.

Os perigos da auto-medicação são diversos, explica o vice-presidente do CFM. “Os efeitos são drásticos, há reações colaterais, alergias, além do fato do remédio não servir para aquele caso. Há o risco do mascaramento de doenças por que de um modo geral as doenças começam com dor, febre e se acha que um simples analgésico resolveria o problema”. A próxima reunião do Comitê Nacional para a Promoção do Uso Racional de Medicamentos está prevista para julho, quando as estratégias formuladas pelo grupo serão consolidadas em recomendações.

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