Uma senhora, de cerca de 40 anos e integrante dos movimentos feministas da marcha, estava à frente da manifestação e foi atingida por uma bala de borracha na perna. Após ter sido socorrida e atendida por alguns alunos de medicina da Universidade de São Paulo (USP), foi levada para o Hospital das Clínicas. A maior parte dos policiais da tropa de choque que entrou em confronto não usava tarjeta de identificação, o que é parte obrigatória do uniforme do policial.
Em Brasília, uma manifestação pacífica de cerca de 400 mulheres da Via Campesina se realizou em frente à embaixada dos Estados Unidos. Com gritos de guerra, faixas de "Fora Bush", rodas de ciranda e uma apresentação de teatro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que caricaturava o presidente norte-americano. "Estamos fazendo um manifesto de repúdio à vinda dele (Bush). Os Estados Unidos vem hoje querendo se apropriar do Brasil e um dos principais motivos dessa manifestação é a questão da monocultura da cana, que é incentivada pelos EUA", diz Marlei Bitencourt, integrante da coordenação distrital do MST.
No Rio de Janeiro, cerca de 200 manifestantes ligados a entidades sindicais partidos políticos e estudantes fizeram uma manifestação em frente ao consulado dos Estados Unidos no centro da cidade. Segundo informações da PM, os manifestantes jogaram pedras, pedaços de ferro e de madeira, e jogaram tinta vermelha contra a fachada do prédio do consulado que ficou com vários vidros quebrados. Um segurança do consulado foi atingido por uma lata de tinta, ficando levemente ferido. Quatro dos manifestantes tentaram invadir o prédio, mas foram contidos pela segurança do consulado. Os manifestantes também queimaram um boneco simbolizando a figura do presidente norte-americano.
Os manifestantes distribuíam panfletos com críticas ao presidente americano e sua política externa. Após o protesto, a Polícia Militar manteve segurança no local com cerca de 15 policiais militares e apoio de carros de patrulha. A manifestação começou por volta de seis da tarde e durou cerca de 15 minutos. Os manifestantes seguiram para a Cinelândia e pararam o trânsito na Avenida Rio Branco, uma das principais vias do centro da cidade.