Modelo de gestão integrada de águas da SRH será referência para o Brasil
Quarta-feira, 07/03/2007 - 16:24
Salvador - O modelo pioneiro de gestão integrada de águas superficiais (rios) e subterrâneas (poços), desenvolvido e aplicado pela Superintendência de Recursos Hídricos (SRH) poderá ser adotado, por sugestão da Agência Nacional de Águas (ANA), em todos os estados brasileiros. A decisão foi resultado da reunião realizada no início do mês em São Paulo para iniciar o processo de discussão, em todos os órgãos outorgantes do país, sobre a possibilidade de utilização de um modelo de disponibilidade hídrica integrado de águas superficiais e subterrâneas.
Outro modelo que também deverá ser implantado é o do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). O DAEE e a SRH são os únicos órgãos do país a ter gestão integrada de águas.
Na reunião da ANA, o geólogo da SRH, Zoltan Romero, fez uma palestra sobre O Exemplo de Cálculo de Disponibilidade Integrada da Bahia, onde destacou que a SRH não concede outorga para o uso da água subterrânea sem verificar as interferências e possíveis danos da mesma para os usuários da água superficial. O especialista explicou que esse cálculo tem como objetivo garantir os usos múltiplos da água. Segundo ele, se não for considerada a relação entre as águas subterrâneas e superficiais, existe o risco de uma delas ficar deficitária no futuro.
O geólogo explicou que um dos problemas da gestão de água subterrânea é que se um poço é perfurado perto de um rio, ele vai absorver esta água, podendo comprometer o manancial. “É preciso determinar a quantidade de água que sai do rio e entra no poço. Se forem autorizados muitos poços, corre-se o risco de os rios ficarem sem água”, falou.