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Violência
Chacina deixa cinco mortos na Baixada Fluminense
Domingo, 04/03/2007 - 20:48

Rio de Janeiro - O Rio de Janeiro teve a terceira chacina em menos de 40 dias. Cinco homens, com idades entre 17 e 30 anos, foram mortos por volta de 22h30 de ontem (3), no pátio de um Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A escola fica aberta para a comunidade, que pode usar a quadra de esportes ou praticar jogos como pingue-pongue e xadrez.

O delegado que investiga o caso, Fábio Pacífico, acredita que o crime tenha sido cometido por um grupo de extermínio e praticamente descarta que esteja ligado à guerra entre traficantes. Segundo ele, só uma das vítimas tinha passagem pela polícia.

“É uma ação típica de grupo de extermínio, pseudo-justiceiros que usam da violência para tentar impor sua vontade à comunidade”, afirmou.

Segundo o delegado, dois fatos cahamaram sua atenção: três das vítimas foram assassinadas com tiros na cabeça, quando já estavam dominadas, e não foram encontradas as cápsulas da munição usada, que podem ter sido recolhidas pelos matadores para dificultar a investigação sobre a origem do armamento.

O delegado disse que eram oito matadores, que estavam encapuzados, e não descartaou a participação de policiais no assassinato, mas disse que ainda é cedo para tirar conclusões. As vítimas são Wilson Araújo de Andrade, 17 anos, Rafael Gomes Pereira, 22, Carlos Eduardo da Silva Santos, 22, Reginaldo Melo da Silva, 24, e Jacinaldo Mendes da Silva, 30.

O secretário de Prevenção da Violência de Nova Iguaçu, Luiz Eduardo Soares, afirma que não tem dúvidas da participação de policiais no grupo de extermínio.

"Esses meninos estavam fazendo barulho e eventualmente poderiam estar consumindo drogas, transgressão comum entre muitos jovens de todas as classes sociais. Aí os vizinhos chamaram o grupo de extermínio e terminou nessa tragédia", disse o ex-secretário nacional de Segurança.

Soares, que está na secretaria de Nova Iguaçu desde dezembro último, disse que só em 2006 os grupos de extermínio foram responsáveis pela morte de 45 pixadores na cidade, jovens que costumam grafitar com tinta spray muros e monumentos. "A maior parte dos crimes na Baixada é praticada por grupos de extermínio", denunciou.

O deputado estadual Marcelo Freixo (P-SOL), integrante da Comissão dos Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro disse que vai convocar uma audiência pública para tratar da atuação dos grupos de extermínio na Baixada.

Nova Iguaçu é marcada por mais esta tragédia, às vésperas de completar dois anos da maior chacina da história do estado". Em 31 de março de 2005, em Nova Iguaçu e Queimados, um grupo de policiais matou aleatoriamente 29 pessoas, todas inocentes.

As duas chacinas que aconteceram anteriormente foram nos dias 24 e 25 de janeiro, na zona norte da cidade do Rio, quando foram mortas 11 pessoas, incluindo sete adolescentes com idades de 14 a 18 anos.

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