Salvador - As instituições públicas de educação superior da Bahia vão apresentar propostas conjuntas à Universidade Aberta do Brasil (UAB) – projeto do Ministério da Educação (MEC) para democratizar o acesso à educação superior. Até 30 de março, data prevista pelo edital do projeto, devem ser indicados pelo menos três novos cursos de educação a distância oferecidos pelas universidades baianas. O objetivo é ampliar o número de vagas destinadas à Bahia, além de possibilitar um contingente reservado à formação de professores. Este ano, a UAB tem 60 mil vagas para todo o país.
Esta é a primeira ação de um consórcio permanente que deve envolver todas as instituições públicas de educação superior no estado, com a articulação da Secretaria Estadual da Educação (SEC), através do Instituto Anísio Teixeira (IAT). A primeira reunião realizada na sede do IAT, contou com representantes da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e das universidades Estaduais de Feira de Santana (Uefs), do Sudoeste Baiano (Uesb) e de Santa Cruz (Uesc).
"Unidas em consórcio, as instituições podem reunir melhores condições de atender às determinações do MEC para a Universidade Aberta. A iniciativa deve resultar em vagas de educação superior para municípios que não têm oferta, além de possibilitar um contingente reservado aos professores da rede pública", afirmou o diretor de Educação a Distância e Tecnologia Educacional do IAT, Alfredo Matta. Atualmente, apenas 35 municípios baianos possuem algum curso superior, sendo grande parte da oferta em instituições privadas.
Com 60 mil vagas para este ano, a Universidade Aberta do Brasil (UAB) tem o objetivo de democratizar o acesso à educação superior em todos os municípios do país. O MEC promove a articulação e integração das universidades públicas já existentes, que, por sua vez, passam a oferecer cursos na modalidade de educação a distância para municípios-pólo em todo o Brasil. Para participar, as universidades interessadas precisam ter seus cursos aprovados conforme edital do projeto, e os municípios devem montar estruturas físicas e didático-pedagógicas capazes de acolher a demanda.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), o Brasil tem hoje 1,2 milhões de estudantes em cursos de educação a distância, enquanto a Bahia figura apenas com 3,3 mil alunos nessa modalidade. Apesar de crescente – há dois anos, eram apenas 500 alunos – o número ainda representa um desafio, principalmente para a oferta de educação superior gratuita nos municípios onde não há um campus universitário. "O Estado perdeu espaço para instituições particulares não-baianas que se instalaram aqui. Queremos ampliar a presença das universidades públicas nessa oferta de ensino", avalia Alfredo Matta.