Grã-Bretanha realizou testes psíquicos com soldados
Agência ANSA
Sexta-feira, 23/02/2007 - 23:42
Londres - O Ministério da Defesa da Grã-Bretanha defendeu hoje sua decisão de realizar testes militares para saber se seus soldados contam com poderes psíquicos, que poderiam permitir a detecção de objetos escondidos.
Os testes, realizados em 2002, tinham caráter secreto. Eles foram divulgados a pedido da BBC, que invocou a chamada Lei de Liberdade de Informação.
Os exames incluíam vendas nos olhos de soldados voluntários, que foram colocadas por oficiais militares. Estes perguntavam aos soldados qual era o conteúdo de envelopes selados.
A maioria dos soldados que fez o teste não tinha poderes psíquicos para determinar o que havia dentro dos pacotes.
O Ministério da Defesa explica que os estudos foram feitos para comprovar ou negar teses acadêmicas sobre poderes psíquicos. De acordo com o governo, os resultados "tiveram pouco valor".
Especialistas em Defesa tentaram recrutar 12 " psíquicos famosos", que haviam divulgado seus serviços na internet, para fazer os testes. Mas todos eles se negaram a participar. Então, os especialistas se viram obrigados a chamar novatos "voluntários ".
De todos os soldados, 28% se aproximaram vagamente de reconhecer o conteúdo dos envelopes, que incluíam fotos da Madre Teresa de Calcutá, de um "indivíduo de espécie asiática" e de uma faca.
A maioria dos voluntários deu respostas erradas, e um deles inclusive foi pego dormindo durante os testes.
O Ministério da Defesa negou-se a responder sobre as aplicações de técnicas psíquicas em questões de Segurança e Defesa nacional, mas deixou claro que os estudos concluem haver "pouco valor" em determinar algum tipo de "visão aguçada " ou "à distância". "O estudo acadêmico sobre visão à distância buscava confirmar os resultados de investigações, oriundas de círculos acadêmicos estrangeiros, sobre habilidades psíquicas", declarou uma fonte militar.
A fonte acrescenta: "nossos exames concluíram que as teorias de visão à distância tem pouco valor para o Ministério da Defesa e por isso não serão repetidas".