Dezenas de sites de internet na China estão colocando em contato casais ricos com mulheres dispostas a alugar o próprio útero, apesar da firme proibição da lei chinesa, segundo informa hoje a imprensa oficial.
Um destes intermediários, Xu Yancheng (o sobrenome Xu é fictício), afirmou ao jornal China Daily que procura todos os meses jovens chinesas dispostas à fecundação in vitro para pelo menos 30 casais. O custo do serviço gira em torno de 200 mil yuan (aproximadamente 20 mil euros) e inclui o pagamento para a mãe, a assistência durante a gravidez e as comissões para o agente.
Mas os preços aumentam se a mulher escolhida é bonita ou possui educação superior. Apenas o pagamento para uma mulher com diploma pode chegar a mais de 5 mil euros.
Segundo Xu, que trabalha em Pequim e lançou seu site no início de 2004, o comércio de barrigas de aluguel está em forte crescimento, apesar do governo chinês ter renovado no ano passado a lei que proíbe qualquer técnica de reprodução assistida, incluindo barriga de aluguel e a venda de óvulos ou esperma. Não existem dados oficiais sobre a difusão do fenômeno, escreve o jornal.