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Negócios
Exportações cresceram 18,3% em janeiro
Quinta-feira, 01/02/2007 - 17:29

Brasília - O secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat, considerou as exportações no mês de janeiro “surpreendentes”, ao comentar hoje (01) o resultado da balança comercial. As vendas cresceram, na comparação com janeiro de 2006, 18,3%, o que, para ele, sinaliza que o país vai cumprir com folga a meta de elevar as exportações em 10,5% este ano, alcançando, até dezembro, US$ 152 bilhões em vendas ao exterior.

“O resultado de janeiro pode ser prenúncio de que vamos ter números em março, abril, maio etc muito mais altos do que o ano passado”, disse Meziat, ao lembrar que as exportações, historicamente, têm um desempenho mais fraco no mês de janeiro. Somente a partir do segundo trimestre, quando a safra começa a ser exportada, é que as vendas se aceleram, disse.

As importações em janeiro cresceram em um ritmo superior às exportações, atingindo 31,3%. Essa performance, segundo Meziat, já era esperada, e não representa ameaça à balança comercial brasileira. Desde o ano passado o secretário, como o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, e mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já vinham defendendo que o país pode e até deve manter o superávit comercial (resultado entre compras e vendas) abaixo dos US$ 40 bilhões. No ano passado, o saldo foi de US$ 46 bilhões. O secretário observou que importações em alta sinalizam economia vigorosa, com empresas comprando máquinas e equipamentos e cidadãos consumindo mais.

“Toda vez que a importação se mostrar danosa à indústria brasileira, o governo vai interferir usando as medidas de defesa comercial para impedir que isso aconteça”, disse, ao comentar que o governo não teme a concorrência dos produtos estrangeiros. “Ninguém vai ficar de braços cruzados vendo a importação crescer e o emprego no Brasil diminuir”, ressaltou, ao citar que no fim do ano passado o governo Brasil abriu 12 processos anti-dumping (contra a concorrência desleal) contra a China.

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