Diplomata norte-americano desmente informações da Abin
Agência ANSA
Terça-feira, 30/01/2007 - 23:22
Assunção - O embaixador dos Estados Unidos no Paraguai, James Cason, negou hoje que Washington tenha forças militares no país, negando informações provenientes da Abin, o serviço de inteligência do Brasil.
Segundo publicações da imprensa brasileira, um relatório preparado pelo "Grupo de Trabalho da Amazônia", vários fatores, entre eles a crescente influência dos Estados Unidos em países próximos à Amazônia, põem em risco a segurança nacional brasileira.
O relatório acrescentou que a presença militar dos Estados Unidos já chegou na Guiana, Equador, Peru, Bolívia e no Paraguai e pode chegar a outros países.
"Não temos tropas, não temos bases, não temos forças militares aqui", disse hoje o embaixador Cason à rádio Primero de Marzo.
"Não somos uma ameaça, e essa informação não tem nada a ver com a realidade", defendeu Cason.
O embaixador Cason reiterou hoje sua negativa ao apontar que "tudo o que está sendo feito é ajudar o país a seguir adiante em outros campos" (não no militar).
Nesse sentido, afirmou que "o pouco que está sendo feito" é quanto ao envio de técnicos. "Gostaria que dentro de poucos dias médicos norte-americanos possam voltar ao Paraguai", acrescentou.
O embaixador se referiu às "missões" que militares norte-americanos no Paraguai fizeram com autorização do governo e do Congresso paraguaios.
Nos dois últimos anos, treze "missões" foram realizadas, com a participação de 20 a 30 militares norte-americanos por vez, ou seja, cerca de 330 no total, segundo o acordo.
Essas missões consistiram em treinamentos de tropas paraguaias para o combate contra o terrorismo e o narcotráfico e a assistência médica e odontológica a povoados rurais de escassos recursos por médicos militares norte-americanos.
Alguns governos de países vizinhos ficaram desconfiados por causa dessa ajuda, e pediram explicações ao Paraguai. Surgiram inclusive rumores sobre a instalação de uma base militar norte-americana no Paraguai, precisamente em Mariscal Estigarribia, 550 quilômetros ao noroeste de Assunção.
Esses rumores foram desmentidos oficialmente pelos governos do Paraguai e dos Estados Unidos.