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Mulheres
Capa da Playboy sofreu de anorexia por dois anos
Domingo, 28/01/2007 - 08:31

Do Portal Terra, citando |o jornal O Dia, do Rio:A carioca Andréa Lopes já está mais do que acostumada a surfar em ondas para lá de radicais. Aos 17 anos, tornou-se a primeira surfista profissional a viver do esporte no Brasil. Aos 25, a primeira brasileira a vencer uma etapa do WCT, o cobiçado campeonato mundial. Hoje, aos 33, a única tetracampeã brasileira no surfe conquista outro título: o de primeira portadora de anorexia nervosa a enfeitar a capa da Playboy. Andréa sofreu da doença por dois anos - 1994 e 1995 -, e chegou a pesar 38 quilos.

Descrição da Foto
Andréa é a primeira brasileira a vencer uma etapa do WCT, o cobiçado campeonato mundial de surfe
"Essa foi a onda mais difícil que eu já dropei na vida. Aquela Andréa Lopes não existe mais, já morreu. O corpo é o reflexo da cabeça e eu sempre procurei ser a saúde em pessoa. Mas, naquela época, cheguei a ter ojeriza à comida. Vivia recusando convites para almoçar e jantar. Hoje em dia, eu me sinto não uma sobrevivente, mas uma vitoriosa", orgulha-se ela, já ostentando 58 quilos harmoniosamente distribuídos em 1,68 metro de altura.

Andréa começou a parar de comer na África do Sul, no começo da década de 90, em uma das muitas viagens internacionais que fez por causa do surfe. Hospedada na casa de amigos, recusava toda comida de que não gostava. Na rua, também não se alimentava direito porque não encontrava nada que fosse do seu agrado. Perfeccionista, encontrava tempo apenas para surfar. Nessa época, chegava a surfar por até seis horas ininterruptas com apenas uma fruta no estômago.

"Tinha verdadeira obsessão com o meu corpo e, naquele momento, só conseguia pensar em ser campeã mundial. Todo mundo que vinha me oferecer comida representava uma ameaça para mim. Com a anorexia, você se fecha no seu mundo e não ouve ninguém. Se olha no espelho e acha que está tudo bem. Mas, na verdade, não estava tudo bem. Tanto que parei de menstruar por quase dois anos. Na praia, as pessoas viviam me perguntando se eu estava sofrendo de aids", relata.


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