Estado investirá R$ 6 milhões para adequar rede de educação
Quarta-feira, 17/01/2007 - 17:46
Salvador - Mais do que professores capacitados e bom projeto pedagógico, a qualidade da educação perpassa também pela existência de um ambiente escolar agradável. Seguindo esta filosofia, técnicos e diretores das redes estadual e municipais de educação se reuniram, no Instituto Anísio Teixeira (IAT), no curso de capacitação técnica do Projeto de Adequação dos Prédios Escolares (Pape).
O evento contou com a participação do secretário estadual da Educação, Adeum Sauer, do coordenador executivo de Projetos Especiais da SEC, Edivaldo Alcântara, do coordenador do programa Fundescola na Bahia, José Wilson Almeida Serra, e do diretor do IAT, Penildo Silva Filho.
Financiado com recursos do Ministério da Educação (MEC), através do Fundo de Fortalecimento da Escola (Fundescola), o Pape disponibilizou nessa fase R$ 6,092 milhões para atender a 134 escolas de 49 municípios. Do total, sete pertencem à rede estadual e as demais à rede municipal.
De acordo com o secretário Adeum Sauer, é de extrema importância estreitar as articulações entre Estado e Município pela melhoria da qualidade da educação na Bahia. “Para conseguirmos avançar é fundamental que Estado e municípios estejam fortemente unidos e articulados nesse processo”, defende Sauer.
O secretário destacou ainda que todo investimento em infra-estrutura da rede escolar é importante e deve ser levado tão a sério quanto as questões pedagógicas por também colaborarem para um melhor aprendizado. Por isso, aconselhou que os técnicos utilizassem os recursos da melhor forma, no sentido de maximizá-los. A verba deve ser utilizada exclusivamente para adequação de sala de aula e do ambiente escolar. O projeto destina R$ 8 mil para reforma de cada sala de aula. Os gestores têm até outubro para conclusão das obras.
“São exigidas matérias-prima de primeira. O piso, por exemplo, deve ter resistência máxima para ter uma durabilidade mínima de cinco anos sem novas intervenções”, explica José Wilson. Os municípios contemplados com a reforma foram escolhidos a partir de um levantamento das escolas que apresentam as piores situações na estrutura física.
Só na Bahia foram classificados 227 municípios que receberam prioridade de um a quatro. “O ambiente escolar precisa ser agradável para que os alunos e toda a comunidade escolar se sintam bem dentro dele”, avalia Divaldo Alcântara.