Salvador - Queixas. Muitas queixas com os serviços prestados pelo ferry-boat, operado pela paulista TWB, durante o Natal. No sábado, um "apagão" no Terminal de São Joaquim atrasou em algumas horas o embarque de passageiros, pois impediu a venda de passagens. No pátio de veículos, filas imensas. As filas de pedestres nos guichês eram ainda maiores.
Será que não tem gente demais neste ferry?
No retorno à cidade, embarcações superlotadas. O ferry dose-dupla Agenor Gordilho atracou em São Joaquim repleto de passageiros. O convés superior, exclusivo para veículos, foi invadido por pedestres, como mostra a foto ao lado. A Capitania dos Portos recebeu várias queixas de usuários e enviou ao terminal uma equipe para contar o número de passageiros embarcado.
Quando foram transformados em dose-dupla, em 1987, os navios Agenor Gordilho e Juracy Magalhães, os mais antigos do sistema (1972) receberam certificados da Capitania dos Portos para transportarem exclusivamente veículos e os seus respectivos ocupantes. Isto por uma questão de segurança, já que a capacidade do navio tinha sido ampliada de 45 para 90 veículos.
Mas, depois da privatização do ferry, já na época do Comab, foi autorizado, também, o transporte de pedestres. Os usuários do ferry-boat estão reclamando muito dos problemas de sempre. E esta semana, quando o movimento deve ser maior, já que o Ano Novo tradicionalmente atrai muito mais passageiros para a Ilha do que o Natal, é preciso muito mais cuidado e atenção do operador do sistema para com os usuários.