Salvador - As exportações da Bahia atingiram no período de janeiro a novembro de 2006, US$ 6,1 bilhões, resultado superior ao obtido ao longo de todo o ano passado, que foi de US$ 6 bilhões. O crescimento das vendas externas chegou a 12,8%, apesar da valorização do real e de fatores como a estiagem que atingiu o oeste do estado. Até o fim do ano (janeiro-dezembro), as importações da Bahia devem alcançar US$ 4,4 bilhões, superando em 33% o volume de 2005. Esses dados foram divulgados hoje (19) pelo Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia.
De acordo com o Promo, os preços das commodities estão compensando, para a maioria dos exportadores, a valorização do real, assegurando dinamismo ao setor no próximo ano. O crescimento projetado para as exportações mundiais em 2007, de 7,6%, prenuncia que os preços altos persistam. Para os técnicos do Promo, as perspectivas só devem se alterar se houver uma retração muito forte da economia mundial, principalmente nas duas locomotivas internacionais: EUA e China.
Os preços das exportações baianas tiveram alta de 29%. Além disso, atuaram a favor do desempenho das exportações: o dinamismo e maior conteúdo tecnológico das vendas para o mercado latino-americano; o contínuo crescimento das economias americana, chinesa e européia; a expansão de novos segmentos competitivos na pauta de exportações, como calçadista, moveleiro, de material elétrico e de pneumáticos; além do aumento da capacidade de produção de empreendimentos como os de papel e celulose e metalúrgico e petroquímico.
O destaque das exportações no ano ficou com o setor metalúrgico, com crescimento de 86,2%. O principal responsável pelo desempenho do setor foi o negócio do cobre (catodos e fios), impulsionado pelas cotações do produto no mercado internacional, que chegou a superar os US$ 8 mil a tonelada. As exportações do setor metalúrgico alcançaram até novembro US$ 916,4 milhões.
Outros setores com bom desempenho de janeiro a novembro foram o de papel e celulose, com vendas de US$ 651,6 milhões e crescimento de 79,7%, fruto do aumento da demanda e melhora nos preços; o mineral, com US$ 208,7 milhões e 60,3% de crescimento, com o ouro em barras se destacando; e o de borracha e suas obras, com US$ 65,3 milhões e crescimento de 52,8%, graças às vendas de pneus, alavancadas pela indústria recentemente instalada no estado. |