Obras de restauração do Forte de Santo Antônioserão inauguradas 2ª feira
Sexta-feira, 15/12/2006 - 08:47
Salvador - Depois de mais de duas décadas de degradação e abandono, o Forte de Santo Antônio voltou a ser uma construção alva e resplandecente para quem o vê da Baía de Todos os Santos, dependurado na encosta do Carmo. Voltou a ter a mesma luminosidade que possuía no século XVII, quando funcionou como trincheira da cidade, símbolo de luta contra as invasões holandesas. É esse belo edifício da Bahia colonial que o governador Paulo Souto entrega de volta ao povo baiano, agora como Forte da Capoeira – centro de preservação, pesquisa e memória da capoeira.
A reabertura do Forte acontecerá segunda-feira (19) às 17h, com a presença do governador, do secretário da Cultura e Turismo, Paulo Gaudenzi, e de grandes nomes da capoeira na Bahia, estes fazendo a “Roda dos Mestres”, que acontece pelo sexto ano consecutivo, reunindo jovens e nomes tradicionais da velha guarda, discípulos de Pastinha e de Bimba, como os mestres Gildo Alfinete, Boa Gente, Morais e Curió. O projeto arquitetônico de restauração do Forte de Santo Antonio foi assinado pela arquiteta Vivian Lane, da Secretaria de Cultura e Turismo, e por Luciana Guerra, cuja tese de mestrado versa sobre o Forte.
O Forte Santo Antonio, em seu passado mais recente, abriga também uma história de resistência. Foi lá que o ensino da capoeira se manteve, através de mestres como João Pequeno, 85 anos - um dos mais antigos representantes da Capoeira Angola em atividade na Bahia. Mestre Morais também resistiu. Ambos, em nenhum dia sequer deixaram de entoar os cânticos dos antepassados africanos, ao som do berimbau, ensinando valentia e disciplina através da luta ancestral.