Salvador - A partir desta quarta-feira (13), estão suspensar as buscas, por mar, do único passageiro desaparecido no acidente com o catamarã Baía de Todos os Santos, ocorrido no último domingo, à altura de Cacha Prego. A Capitania dos Portos manterá as buscas do bioquímico Ananias Bernardino da Silva, 61 anos, apenas por terra e colocou o telefone 71 3320-3777 para receber informações.
Enquanto isso, a polêmica continua envolvendo a Agerba (Agência de Regulação da Bahia, a Capitania dos Portos e a empresa proprietária da Orion, a Biotur. A Agerba disse que o catamarã operava clandestimente no transporte marítimo entre Morro de São Paulo e Salvador, porque não tem nenhuma concessão.
A Capitania dos Portos, por sua vez, garante que o catamarã envolvido no acidente tem todas as condições de segurança para transportar passageiros e que a tripulação seguiu todas as normas, evitou uma tragédia - 128 passageiros estavam no catamarã quando o barco começou a afundar.
Já a Biotur disse que já opera linhas marítimas em Valença e Morro de São Paulo há mais de 15 anos e a de Morro de São Paulo-Salvador, há cinco, e que só agora a Agerba está dizendo que o transporte é clandestino.
"Isto tudo aí é uma trama para favorecer a alguém. Como é que é clandestino se temos uma linha que sai regularmente às 9h e às 14 de Salvador, do Terminal Turístico, e a Agerba nem fiscaliza? Além disso, o regulamento do transporte marítimo da Agerba não tem nem um mês ainda que foi publicado no Diário Oficial. Então, somente agora é que vamos nos cadastrar", disse Fabrício Brito, proprietário da Biotur.
Em entrevista ontem à TV Bandeirantes, o diretor de Qualidade da Agerba, Rondon Brandão, disse que a Agerba vai cadastrar todos os operadores de transporte marítimo em breve. Ele afirmou que a linha para Morro de São Paulo é clandestina porque não tem concessão da Agerba, que por sua vez só começou a regulamentar todo o sistema a partir de 21 de novembro último - antes a agência só fiscalizava o ferry-boat. |