Brasília - Pesquisa divulgada hoje pelo IBGE revela que em 2005, a incidência de mortes violentas continuava sendo mais elevada no Rio de Janeiro, onde a taxa de mortalidade entre jovens do sexo masculino, de 15 a 24 anos, alcançava a cifra de 227,4 óbitos por 100 mil habitantes, levemente superior ao observado em 2004 (225,0). Seguiam-se os estados do Espírito Santo (203,2), Pernambuco (188,2), Paraná (163,2) e Mato Grosso do Sul (154,9). São Paulo, que em 2004 apresentou uma taxa de mortalidade entre os jovens de 15 a 24 anos de 177 óbitos por 100 mil habitantes, reduziu esse valor em 22%, para 138 óbitos por 100 mil habitantes.
Entre 2004 e 2005, a maioria dos estados teve redução na mortalidade entre os jovens de 15 a 24 anos. As exceções foram Santa Catarina (5%), Paraíba (4,2%), Goiás (2,2%) e os estados do Pará, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, com aumentos de cerca de 1% em média. O Amazonas se destacou com um aumento significativo na mortalidade entre os jovens do sexo masculino nessa faixa etária específica (45%).
Em relação às mulheres, o Espírito Santo (27,4%o) apresentava em 2005 as maiores taxas de mortalidade por 100 mil habitantes por causas violentas, no grupo de 15 a 24 anos de idade. Em seguida, vinham os estados de Mato Grosso do Sul, Rondônia, Mato Grosso, Santa Catarina, Goiás, Paraná e Amapá, com taxas superiores a 20 óbitos por 100 mil. As menores taxas estavam no Amazonas, estados da região Nordeste e no Distrito Federal, com valores inferiores a 10 óbitos por 100 mil. |