Lisboa - O Grupo Lena, um dos maiores conglomerados privados de Portugal, anunciou nesta quarta-feira que vai investir 100 milhões de euros (cerca de R$ 285 milhões) nos próximos anos em projetos turísticos e hoteleiros em dois Estados do nordeste brasileiro e no Distrito Federal.
O grupo luso, composto por mais de 60 empresas em diversas áreas de atuação, anunciou que pretende investir na Bahia, no Ceará e em Brasília.
De acordo com a empresa, o maior dos projetos é um complexo turístico de 160 moradias, denominado Bahia dos Coqueiros, com uma área total de 105 hectares, na Bahia.
Na capital, Salvador, o grupo está preparando a promoção de um condomínio fechado ("Carpe Diem") em Alphaville, constituído por três torres de apartamentos.
Também em Salvador, a Lena Brasil vai promover um edifício vocacionado para o turismo de negócios, "Belavista Long Stay", junto ao centro de convenções da cidade.
"[O imóvel] insere-se numa rede de residências com serviços e que o grupo pretende implementar em Portugal e em todos os países onde desenvolve atividades", diz o grupo empresarial, em comunicado.
Em Fortaleza, está prevista a construção de 350 apartamentos com vocação turística, na praia de Beberibe. Já em Brasília, serão construídos 450 residências, num projeto imobiliário para terceiros.
Este ano, o faturamento do grupo no Brasil deverá alcançar 27 milhões de euros (R$ 77,3 milhões), 5,2% do total do grupo.
Obras públicas
O grupo adianta que já estão concluídas as suas primeiras obras públicas no país no Estado da Bahia.
Trata-se da construção de um estabelecimento prisional, em Feira de Santana, e duas salas de espetáculos, em Itabuna, no sul da Bahia.
O grupo tem atualmente seis empresas no Brasil, dedicando-se aos materiais de construção e agropecuária, além da construção e promoção imobiliária.
A Lena atua no Brasil há oito anos, preparando-se agora para abordar os mercados da Bulgária, Bulgária, Argélia e de Angola, onde recentemente comprou a maioria do capital de um grupo com interesses na construção e turismo, e prevê entrar em Marrocos no próximo ano.
Em entrevista recente à Agência Lusa, o presidente da Lena, Antênio Barroca Rodrigues, afirmou recentemente que o grupo poderá entrar na bolsa já em 2007, com a dispersão de até 49% do capital, em operação que visa financiar a expansão do grupo.
Em 2005, o grupo faturou 425 milhões de euros (R$ 1,217 bilhão), 19% mais do que no ano anterior, e registrou lucros de 16 milhões de euros (R$ 45,8 milhões).
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