“Temos de tudo um pouco. Essa é uma novela que tem Paris, São Paulo, Deus me Livre, Piracicaba e uma fazenda! O universo é muito plural.”, afirma May Martins, cenógrafa responsável pela criação dos ambientes onde será contada a história escrita por Carlos Lombardi
O trabalho da equipe de cenografia envolve quatro frentes diferentes: os ambientes de estúdio – mais de 50 até o momento –, a cidade cenográfica de Deus me Livre, na Central Globo de Produção, e mais duas locações em Camorim, zona oeste do Rio de Janeiro, onde foram montados o sítio do Tio José e o parque de diversões do Cigano.
Para projetar e construir os 2.500 m2 da cidade de Deus me Livre, a equipe de cenografia pesquisou no interior paulista e foi à prefeitura de Piracicaba saber o tamanho dos lotes que são vendidos. “Nós tínhamos várias demandas na sinopse, como o ferro-velho, o drive-in, a quadra de esportes e tudo isso têm uma dimensão mínima que precisa ser respeitada. A nossa cidade foi desenhada e a nossa topografia foi especialmente desenvolvida para Pé na Jaca”, conta May.
Cidade "descorada" A cenógrafa revela ainda que as cores são fundamentais para diferenciar os universos apresentados na trama. “Deus me Livre é muito parada no tempo e é nosso núcleo permanente. Por isso eu ‘descorei’ a cidade, e com isso dei mais liberdade ao figurino para se divertir com esse interior paulista”, define.
Mas atenção: descorado não é o mesmo que descolorido. “São Paulo, sim, eu fiz descolorido. Quase todas as referências urbanas foram feitas em preto e branco. Paris também é um núcleo megalópole, com o branco predominando e um pouco de preto”, ela explica.