Brasília - Famílias sem-terra do acampamento Terra Prometida, na cidade de Felisburgo (MG), estão sendo ameaçadas por um fazendeiro da região, segundo informou o relator Nacional para os Direitos Humanos a Alimentação, Água e Terra, Flávio Valente, da Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Dhesca).
Hoje (16), ele foi ao local acompanhado de um grupo de parlamentares e representantes da sociedade civil, para verificar as condições em que vivem essas famílias. No acampamento, no dia 20 de novembro de 2004, cinco pessoas morreram e 15 ficaram feridas após ataque de 18 pistoleiros sob o comando do fazendeiro Adriano Chafik Luedy. Tanto os sem-terra quanto Luedy diziam ter direito à área.
Segundo o relator, "têm ocorrido problemas em relação ao transporte escolar das crianças do acampamento, os professores maltratam as crianças e as estradas que dão acesso ao local estão ruins". O prefeito, acrescentou, não resolve esses problemas por temer conflito com o fazendeiro.
"Essa é uma situação inadmissível, porque há uma evidente omissão do Judiciário e uma submissão do Executivo municipal. Aparentemente, o prefeito deve favores ou se sente submisso aos interesses do Adriano Chafik, que parece ter poderes sobre ele”, afirmou Valente.