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Pesquisa
Apenas 25% avaliam a educação básica pública como positiva
Quinta-feira, 16/11/2006 - 11:43

Brasília - Uma pesquisa inédita realizada este ano pelo Ibope, em parceria com o Compromisso Todos pela Educação, revela o que pensa o brasileiro sobre a qualidade da educação básica pública oferecida pelo Estado. O levantamento também constata o baixo nível de participação dos pais na vida escolar, a falta de acompanhamento do orçamento da área por parte da sociedade e o relativo desconhecimento de exames como Saeb, Enem e Prova Brasil, que avaliam a qualidade do sistema de ensino no Brasil.

Quase um terço (28%) dos entrevistados responderam que acham a educação básica ruim ou péssima, enquanto que 25% consideram ótimo ou bom o sistema de educação básica público. Outros 45% disseram que a educação oferecida pelo Estado é apenas regular. Quase metade das pessoas ouvidas (44%) acha que a educação está melhorando, mas em ritmo lento ­e somente 8% enxergam uma melhora em ritmo acelerado. Na outra ponta, 20% acreditam que o ensino está piorando. E para 26% ele está igual.

Os cidadãos pertencentes às classes sociais D e E são os que mais avaliaram positivamente a educação básica gratuita, 33%, como ótima e boa; na classe C, o resultado é semelhante a esse total com 24%; e cai significativamente nas classes A e B para 14%. Entre os pais de alunos de escolas da rede pública 21% avaliam a qualidade do ensino como ruim ou péssima, e 31% acham que ela é ótima ou boa.

A sondagem, realizada entre os dias 19 e 24 de julho, mostra também o nível de participação dos pais na vida escolar dos filhos, considerado um importante impulsionador da melhoria da educação. Dos pais com filhos matriculados em escolas públicas, 37% haviam participado de conselhos escolares nos seis meses anteriores a realização da pesquisa. Entre os alunos, 16% fizeram parte de conselhos e 14% de grêmios estudantis. Nas regiões Norte e Centro-Oeste foram registrados os menores índices de participação dos estudantes em grêmios, 7% e nas classes D e E 11%.

Até as associações de pais e mestres têm sido esquecidas com apenas 30% dos pais que disseram ter participado desse tipo de grupo nos seis meses anteriores à pesquisa. Mas, 47% demonstraram interesse de participar das associações de pais e mestres nos próximos seis meses. O acompanhamento da correta aplicação dos recursos da educação é feito por uma minoria de 13%. A maior parte (44%) respondeu que nunca acompanhou nem pretendia acompanhar o destino do dinheiro.

Os entrevistados consideram o Governo Federal, representado pelo Ministério da Educação, o principal órgão responsável pela melhoria da educação básica pública no Brasil. Essa é a opinião de 56% das pessoas ouvidas pelo Ibope. Em segundo lugar, aparecem os professores das escolas públicas (27%) e, em terceiro, as prefeituras (23%). As organizações sociais surgem em posição de destaque (17%), à frente dos governos estaduais, dos pais e das secretarias de educação.

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