Salvador - O espírito do pai-de-santo "Seo 7" voltou a baixar no terreiro de Itinga. O Bahia, que foi massacrado, humilhado, que está fazendo a sua torcida chorar de vergonha, já tinha experimentado uma goleada por um placar tão elátisco, mas não para um time como o Ferroviário, de tradição e nome só no Ceará.
Em 2002, quando caiu para a Segunda Divisão, o Bahia foi impiedosamente goleado pelo Cruzeiro, em plena Fonte Nova, por 7 a 0. Mas naquele ano, a torcida tricolor ainda poderia ter um consolo: o Cruzeiro armou um timaço e foi campeão brasileiro sob o comando do técnico Wanderley Luxemburgo.
Repetindo nos jogos da Série C as atuações medíocres do Campeonato Baiano, o Bahia deu provas mais uma vez em campo que precisa ser repensado. Um clube que tem na fanática torcida o seu maior patrimônio, não pode ser dirigido por cartolas tão ultrapassados e incompetentes.
Esta turminha que controla o clube, comandada por Paulo Maracajá Pereira, que impôs Petrônio Barradas na presidência tricolor, não pode continuar mais. O mais lógico seria uma renúncia coletiva da diretoria, para que a torcida pudesse votar e eleger os dirigentes do clube.
Os torcedores estão revoltados e várias manifestações estão sendo programadas para os próximos dias contra o caos que foi instalado no clube. O cartola Petrônio Barradas não tem a menor condição de continuar à frente do clube, pois já mostrou que é um dirigente ultrapassado, sem métodos e amador.
O momento do Bahia é de vergonha. Salários de funcionários atrasados há 10 meses, telefones cortados, patrimônio sendo dilapidado e a imagem do clube caindo de forma assustadora no cenário esportivo do país.