Mulheres precisam redobrar esforços pela igualdade
Agência ANSA
Sábado, 07/10/2006 - 20:15
Santiago do Chile - Os governos da América Latina e do Caribe, junto a órgão de proteção de direitos da mulher, "deverão redobrar o esforço e não baixar a guarda" para conseguir um aumento na representação política feminina, disse à ANSA a especialista mexicana Patrícia Espinosa.
A mulher, presidente da Mesa Diretiva da Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe, que irá se desenvolver em 2007 no Equador, acrescentou que a paridade é um tema que está apenas em discussão dentro dos governos da região e advertiu que nem todos países têm vontade para concretizar os desafios na região.
"Conseguir a paridade, mas que um mecanismo, é um desafio para conseguir o que nunca se fez, que é gerar uma representação proporcional de mulheres na política", disse.
As mulheres da América Latina e o Caribe obtiveram o direito de votar há 50 anos, em média.
Depois de meio século, sua presença em cargos de representação na região é menor e se houve um aumento nos últimos anos foi bem pequeno.
A partir do lançamento da Plataforma de Ação de Pequim em 1995 a região teve avanços importantes no alcance das políticas públicas para promover a igualdade de gêneros.
Estudos da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) mostram que o ritmo de crescimento do número de mulheres em cargos de eleição popular, deverá se passar 40 anos para que chegue em 40% de representatividade.